Haddad defende Marina e Tebet de críticas de Tarcísio e provoca: ‘Sem endereço fixo em SP’

Petista reagiu às críticas contra as candidatas ao Senado durante ato na Praça da Sé e voltou a questionar a ligação do governador com São Paulo
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Fernando Haddad (PT) saiu em defesa de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), candidatas ao Senado de sua chapa, neste domingo (27), após críticas relacionadas ao fato de elas não serem paulistas. O candidato ao governo de São Paulo direcionou a resposta ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e aos candidatos ao Senado apoiados por ele, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

A declaração ocorreu durante o ato “Juntas com Haddad e Lula”, realizado em frente à Catedral da Sé, no centro da capital paulista. Haddad afirmou que Tarcísio e seus aliados chamaram Marina e Tebet de “forasteiras” e rebateu a crítica questionando a própria relação do governador, que nasceu no Rio de Janeiro, com o estado.

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Haddad rebate críticas a Marina e Tebet

Ao discursar, o petista afirmou que as duas candidatas foram alvo de ataques durante a campanha por não terem nascido em São Paulo. Marina é natural do Acre, enquanto Tebet nasceu em Mato Grosso do Sul.

“O Tarcísio e os dois candidatos dele a senador, em vários momentos, ofenderam a Marina e a Simone. Eles ofenderam dizendo, imagina o Tarcísio, que nem sabe o que é São Paulo até hoje, dizer que a Marina e a Simone são forasteiras. Olha quem está falando.”

Na sequência, Haddad intensificou a provocação ao adversário e afirmou que Tarcísio não teria endereço fixo no estado. O petista também repetiu a declaração de que pretende “despachar” o governador para Brasília caso vença a eleição paulista.

“O cara até hoje não tem um endereço fixo no estado de São Paulo. Nem vai ter, porque nós vamos despachar ele para Brasília.”

A fala faz referência ao imóvel no Distrito Federal declarado por Tarcísio no registro eleitoral e ao fato de o governador ser natural do Rio de Janeiro.

Ato mira eleitorado feminino

A agenda na Praça da Sé teve participação de Marina Silva, Simone Tebet, Ana Estela Haddad, entidades religiosas e organizações ligadas à defesa dos direitos das mulheres.

Antes do ato político, Haddad participou de uma missa na Catedral da Sé em homenagem à jornalista e ativista Amelinha Teles, que morreu na última terça-feira (22), aos 81 anos.

Durante o discurso, o candidato também abordou a violência contra as mulheres e questões raciais. Segundo Haddad, esses temas precisam ocupar espaço central no debate eleitoral paulista.

Provocações aumentam na reta final

O confronto verbal entre Haddad e Tarcísio ganhou força na reta final da campanha. No sábado (26), durante caminhada em São Miguel Paulista ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad já havia usado Brasília e Rio de Janeiro para provocar o governador.

Na ocasião, afirmou que pretendia “realizar o sonho” de Tarcísio e mandá-lo para Brasília ou para o Rio de Janeiro após a eleição.

A troca de críticas ocorre a uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Tarcísio tenta a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, enquanto Haddad busca retornar ao comando do Executivo depois de ter sido prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016.

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