Uma discussão entre um casal terminou com a morte de Aline Alves Bugni, de 31 anos, baleada dentro de casa na noite de domingo (27), em Cajamar, na Grande São Paulo. O marido dela, Felipe Arthur Bugni, policial penal de 40 anos, foi preso em flagrante suspeito do crime. Segundo relatos de vizinhos, os dois passaram parte do dia discutindo e, durante uma nova briga, foram ouvidos os disparos.
O pai de Aline estava na residência e acionou a Polícia Militar após ouvir os tiros. Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram a mulher ferida. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Felipe foi detido e levado para a delegacia, onde o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Além da morte de Aline, o policial penal é suspeito de ter agredido o sogro após os disparos. O homem ficou ferido no rosto e precisou receber atendimento médico. A polícia agora apura a dinâmica do crime e as circunstâncias que antecederam os tiros.
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O que aconteceu
Aline foi baleada dentro de uma casa na Rua João de Moraes Tavares e morreu. O marido, Felipe Arthur Bugni, foi detido e encaminhado para a Delegacia de Cajamar, onde a ocorrência estava sendo registrada na noite do crime.
De acordo com as informações iniciais, depois dos disparos o policial penal também teria agredido o sogro. O homem ficou ferido no rosto, com sangramento no nariz, e precisou ser levado para atendimento médico. Aline e Felipe eram casados havia aproximadamente dez anos e tinham uma filha de 6 anos.
Familiares relatam histórico de agressões
Familiares afirmaram que Aline já havia contado a pessoas próximas que sofria agressões do marido. Segundo esses relatos, ela também teria manifestado o desejo de se separar, mas dizia sentir medo. As circunstâncias dessas supostas agressões anteriores deverão ser apuradas pela investigação.
Na delegacia, segundo as informações divulgadas inicialmente, Felipe apresentou uma versão relacionada a suicídio. A Polícia Civil deverá confrontar essa versão com os vestígios encontrados no local, os depoimentos de familiares e testemunhas e os demais elementos da investigação.
Investigação
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil. Entre os pontos a serem esclarecidos estão a dinâmica dos disparos, as circunstâncias da morte e os acontecimentos que antecederam o crime.
A ocorrência é tratada como suspeita de feminicídio, mas a classificação jurídica dependerá da apuração policial e dos elementos reunidos no procedimento.
Dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo mostram que o estado registrou 27 casos de feminicídio em janeiro, 30 em fevereiro e 30 em março de 2026. A própria SSP informa que os números podem sofrer atualizações e retificações.