Greve dos ônibus no DF é suspensa após acordo com reajuste de 8% nos salários

Após acordo salarial, a paralisação dos ônibus no Distrito Federal foi encerrada, garantindo a volta dos serviços de transporte.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A greve dos rodoviários do Distrito Federal, que estava prevista para começar à 0h desta segunda-feira (28), foi suspensa após um acordo fechado na noite de domingo (27). Os ônibus circulam normalmente nesta manhã, depois que trabalhadores e empresas chegaram a um entendimento sobre os principais pontos da campanha salarial.

O acordo prevê reajuste de 8% nos salários e aumento de 10% no tíquete-refeição e na cesta básica. A negociação teve participação da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob), além das empresas e do Sindicato dos Rodoviários.

As partes voltam a se reunir nesta segunda-feira para definir as cláusulas finais do entendimento, incluindo detalhes sobre a aplicação dos reajustes. A data exata para o pagamento dos novos valores ainda não havia sido divulgada.

LEIA TAMBÉM
Veja a agenda dos candidatos ao GDF nesta segunda-feira (28)

Acordo é fechado horas antes do início da greve

A negociação avançou durante uma reunião realizada na noite de domingo entre representantes dos trabalhadores, empresas de ônibus e a Semob. O entendimento ocorreu poucas horas antes do horário previsto para o início da paralisação.

A categoria havia rejeitado no domingo uma proposta anterior das empresas, que oferecia reajuste de 6% nos salários. Os trabalhadores reivindicavam 8% de aumento salarial, 10% nos benefícios de alimentação e 12% nos planos de saúde e odontológico.

Com a nova negociação, os dois principais pontos econômicos da reivindicação foram atendidos: o salário terá reajuste de 8%, enquanto o tíquete e a cesta básica terão aumento de 10%.

Quando os novos valores serão pagos?

O acordo foi fechado, mas as partes ainda precisam definir detalhes da aplicação das cláusulas. Entre os pontos que serão tratados na reunião desta segunda-feira está a data exata para o pagamento dos reajustes.

Também não havia sido confirmado se eventuais valores retroativos serão pagos na folha de outubro. A definição depende da formalização do acordo entre as partes.

Ônibus circulam normalmente nesta segunda-feira

Com a suspensão da greve, os trabalhadores foram orientados a retornar aos postos nos horários habituais. A expectativa das empresas e do sindicato é de funcionamento normal do sistema de transporte coletivo ao longo desta segunda-feira.

A suspensão evita a paralisação que poderia afetar linhas de ônibus, terminais e os principais deslocamentos entre as regiões administrativas e o Plano Piloto. O sistema é utilizado diariamente por trabalhadores, estudantes e usuários que dependem do transporte público para acessar serviços.

O Metrô-DF havia preparado uma operação ampliada nos horários de pico caso os ônibus parassem. Com a suspensão do movimento, a medida emergencial deixa de ser necessária como resposta a uma paralisação da categoria.

Justiça havia determinado operação mínima em caso de greve

Antes do acordo, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) havia determinado percentuais mínimos de operação caso a paralisação fosse iniciada.

A decisão estabelecia a manutenção de 80% da operação nos horários de pico e de 50% nos demais períodos. Também havia determinação de operação integral do transporte coletivo nos dias de votação das eleições, em 4 de outubro e, se necessário, em 25 de outubro.

Em caso de descumprimento, a decisão previa multa de R$ 100 mil por hora, com possibilidade de aumento para R$ 200 mil por hora em caso de reincidência.

Por que a Justiça foi acionada?

O Governo do Distrito Federal acionou a Justiça diante da possibilidade de paralisação total do transporte coletivo. O objetivo da ação era impedir a greve ou garantir um percentual mínimo de funcionamento caso o movimento fosse realizado.

Como o acordo suspendeu a paralisação antes do início previsto, os percentuais definidos pelo tribunal não precisaram ser aplicados na prática nesta segunda-feira.

Negociação começou antes da greve

A campanha salarial dos rodoviários começou antes do anúncio da paralisação. A data-base da categoria é 1º de agosto, e trabalhadores e empresas participaram de mais de uma rodada de negociação até chegar ao impasse que levou à convocação da greve.

Na proposta rejeitada no sábado, as empresas ofereciam 6% de reajuste salarial e 7% no tíquete-refeição e na cesta básica. O pacote também previa outros itens, como aumento do seguro de vida e manutenção dos postos de cobradores durante a vigência do acordo.

A categoria manteve a reivindicação de 8% nos salários e 10% nos benefícios de alimentação. A nova rodada de negociação realizada no domingo levou as empresas a aceitar esses percentuais.

O que ainda falta definir

Embora a greve tenha sido suspensa, a negociação ainda precisa ser formalizada em seus detalhes. As partes devem discutir nesta segunda-feira as cláusulas que não foram completamente definidas durante a reunião de domingo.

Entre os pontos que ainda dependem de definição estão a forma e o calendário de aplicação dos reajustes e eventuais efeitos retroativos. O acordo econômico principal, porém, já foi anunciado pelo sindicato e pelas empresas.

Enquanto a negociação é concluída, os ônibus seguem circulando nesta segunda-feira e o sistema de transporte do Distrito Federal mantém a operação prevista para um dia útil.

AS MAIS LIDAS DO NC NEWS
Avanço do mar destrói parte de casa e expõe erosão na Praia do Saco, em Sergipe
Flávio Bolsonaro avalia participar de debate da Globo, mas aguarda decisão de Lula
Luciano Hang não doa a Flávio Bolsonaro em 2026; veja quem financia a campanha
Carregar Comentários