Maracanã inicia recuperação do gramado após jogo histórico da NFL no Rio

Maracanã renova o gramado com tecnologia híbrida para receber a estreia da NFL no Rio, após críticas de atletas.
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O Maracanã inicia nesta segunda-feira (28) o período de recuperação do gramado após receber o primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro. O estádio terá 11 dias sem partidas depois da vitória do Baltimore Ravens por 34 a 31 sobre o Dallas Cowboys, disputada no domingo (27), e voltará a receber futebol em 8 de outubro, quando o Fluminense enfrenta o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro.

O trabalho ocorre depois de semanas de discussão sobre as condições do campo. Antes da partida da NFL, o gramado, criticado por jogadores de Flamengo e Fluminense, recebeu um reforço estrutural com fibras sintéticas. Apesar das preocupações anteriores, técnicos e atletas de Ravens e Cowboys avaliaram depois do confronto que a superfície suportou a partida e não interferiu no resultado.

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Gramado recebeu reforço com fibras sintéticas antes da NFL

Uma das principais intervenções realizadas antes do NFL Rio Game foi a aplicação de fibras sintéticas no campo. O procedimento foi feito com a GrassMaster Stitch Machine, equipamento que realiza uma espécie de sobrecostura no gramado natural para aumentar a estabilidade e a resistência da superfície.

Segundo a administração do Maracanã, a intervenção teve como objetivo reforçar estruturalmente o campo. A máquina injeta fibras sintéticas no solo e permite que as raízes da grama natural se entrelacem ao material, formando uma superfície híbrida.

“O procedimento, realizado como reforço estrutural para o gramado, consiste em uma sobrecostura, aumentando a resistência e a segurança do campo.”

A medida foi adotada durante a preparação para Ravens x Cowboys. A NFL e a administração do estádio trabalharam conjuntamente no campo, enquanto especialistas da liga e representantes da associação de jogadores acompanharam as condições da superfície.

Gramado resistiu ao primeiro jogo da NFL no Rio

O primeiro teste da superfície depois das intervenções ocorreu no domingo. Ravens e Cowboys disputaram uma partida de alta intensidade diante de 72.792 torcedores, e o Baltimore venceu por 34 a 31 com um field goal de Tyler Loop no último lance.

Após o jogo, o técnico do Dallas Cowboys, Brian Schottenheimer, afirmou que o campo se manteve bem. Ele reconheceu que a superfície estava um pouco mais escorregadia do que os campos normalmente utilizados pela NFL, mas disse que a condição não teve influência no resultado.

Jesse Minter, treinador do Baltimore Ravens, também avaliou que o gramado suportou a partida. Lamar Jackson, quarterback dos Ravens, afirmou que a equipe não tratou a superfície como um problema durante o confronto.

A avaliação posterior ao jogo contrasta com as preocupações registradas nos dias anteriores. A NFL acompanhava as condições do campo, enquanto a Associação de Jogadores da liga havia apontado a necessidade de melhorar a tração e a estabilidade da superfície antes da partida.

Campo já vinha sendo criticado por Flamengo e Fluminense

As condições do gramado já eram motivo de reclamações antes da chegada da NFL. Jogadores e integrantes das comissões técnicas de Flamengo e Fluminense haviam criticado o desgaste, principalmente em regiões com menor cobertura de grama.

A administração do estádio reconheceu em setembro que a qualidade estava abaixo do padrão esperado. Entre os fatores apontados para o problema estão o elevado número de partidas, as condições climáticas e a dificuldade de recuperação da Bermuda Celebration em períodos de menor incidência de luz solar.

Antes do jogo da NFL, a gestão do Maracanã também entrou em contato com profissionais responsáveis pelo gramado da Neo Química Arena, em São Paulo, para conhecer procedimentos adotados depois das partidas da liga disputadas no estádio do Corinthians em 2024 e 2025.

Mudança definitiva do tipo de grama está prevista para dezembro

A recuperação iniciada após o jogo da NFL não deve ser confundida com a mudança definitiva da espécie de grama anunciada pela administração do Maracanã. Essa intervenção está prevista para depois do encerramento do Campeonato Brasileiro, em dezembro.

O planejamento prevê substituir a Bermuda Celebration pela Celebration Hybrid. Segundo a administração do estádio, a nova variedade apresenta crescimento mais rápido e maior tolerância a condições como frio, seca e sombra.

A mudança busca reduzir um dos principais problemas enfrentados no Maracanã. Durante parte do inverno, determinadas regiões do campo recebem pouca luz solar por causa da estrutura do estádio, dificultando a recuperação da grama em um calendário com grande número de partidas.

Portanto, não está confirmado que a intervenção desta segunda-feira represente uma troca total imediata do tapete por uma nova Bermuda Celebration. A substituição integral chegou a ser estudada antes do jogo da NFL, mas as informações confirmadas apontam para um período de recuperação do campo até a retomada das partidas.

Maracanã volta a receber futebol em 8 de outubro

O intervalo sem partidas será utilizado para retirar as adaptações feitas para o futebol americano e recuperar a superfície para o calendário dos clubes cariocas. O primeiro compromisso previsto no estádio é Fluminense x Coritiba, em 8 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro.

Três dias depois, em 11 de outubro, Flamengo e Fluminense têm um clássico previsto pelo Brasileirão. As condições apresentadas pelo campo nesses primeiros jogos servirão como referência para avaliar a recuperação após a passagem da NFL.

O jogo de domingo também não foi uma passagem isolada da liga pelo estádio. A NFL firmou um acordo plurianual para realizar pelo menos três partidas de temporada regular no Rio de Janeiro em um período de cinco anos, iniciado em 2026.

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