Digitais e movimentações financeiras levaram polícia a suspeitar de irmão na morte de Poliana em RO

Polícia Civil concluiu investigação do latrocínio de Poliana dos Santos Gonçalves e apontou cinco suspeitos; três estão presos preventivamente.
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Impressões digitais encontradas na residência, movimentações financeiras, o uso do chip telefônico da vítima após o crime e tentativas de acesso às contas digitais estão entre os elementos reunidos pela Polícia Civil de Rondônia na investigação da morte de Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos, em Machadinho D’Oeste. O irmão dela, João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, foi preso preventivamente na quinta-feira (24), suspeito de participação no crime.

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o caso, tratado como latrocínio, e identificou cinco pessoas suspeitas de envolvimento. Três investigados que permanecem vivos estão presos preventivamente. Outros dois morreram durante o andamento da apuração. O material reunido foi encaminhado para as providências das demais instituições do sistema de Justiça.

REVIRAVOLTA: Irmão é preso suspeito de participar da morte da própria irmã em Machadinho

Polícia cruzou digitais, câmeras e movimentações financeiras

A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Machadinho D’Oeste reuniu diferentes tipos de provas para tentar reconstruir a dinâmica do crime e individualizar a participação atribuída a cada suspeito.

Entre os elementos analisados estão declarações, exames periciais, impressões digitais encontradas na casa de Poliana, imagens de câmeras de segurança, movimentações financeiras e informações fornecidas por testemunhas.

Os investigadores também identificaram a utilização do chip telefônico da vítima depois do crime e tentativas de acesso a contas digitais vinculadas a ela. Esses dados foram incorporados ao conjunto de elementos analisados durante o inquérito.

Segundo a Polícia Civil, o cruzamento das informações permitiu avançar na identificação dos cinco investigados e estabelecer a atuação atribuída a cada um deles.

Irmão foi preso seis meses depois do crime

João Vitor foi preso em Jaru em 24 de setembro, após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Rondônia. Ele é suspeito de envolvimento no latrocínio da própria irmã.

O crime aconteceu em 18 de março deste ano. Poliana foi encontrada morta dentro da residência onde morava, em Machadinho D’Oeste.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a vítima estava com as mãos e os pés amarrados e os olhos vendados. O corpo apresentava ainda perfurações provocadas por objeto cortante. O celular e a motocicleta de Poliana não foram encontrados na residência.

Na época, foi o próprio irmão quem comunicou o caso à polícia. João Vitor relatou que colegas de trabalho da vítima entraram em contato porque ela não havia comparecido ao plantão.

Ele afirmou que foi até a casa da irmã, encontrou a porta dos fundos aberta e localizou Poliana caída no chão do quarto, ao lado da cama.

Comportamento do irmão também chamou atenção da investigação

Além das provas periciais e dos dados reunidos durante os meses de investigação, a Polícia Civil analisou o comportamento de João Vitor após a morte.

A delegada Maria Braga afirmou ao g1 que os investigadores consideraram aspectos como a postura demonstrada pelo irmão e informações relacionadas ao comportamento dele durante o período do sepultamento.

Essas observações, isoladamente, não comprovam participação no crime. A suspeita apresentada no inquérito resulta do conjunto de elementos reunidos pela investigação, que inclui perícias, dados financeiros, informações telefônicas, imagens e depoimentos.

Cinco pessoas foram investigadas

Ao final das diligências, a Polícia Civil apontou cinco pessoas como suspeitas de envolvimento no latrocínio.

Três investigados que permanecem vivos estão presos preventivamente. João Vitor foi o mais recente a ser detido. Os outros dois suspeitos identificados pela polícia morreram durante o período em que o caso estava sendo investigado.

A Polícia Civil não detalhou publicamente todas as condutas atribuídas individualmente aos cinco investigados.

Inquérito foi concluído

Com o encerramento das diligências, a Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o material reunido para continuidade dos procedimentos no sistema de Justiça.

A investigação policial reuniu elementos sobre a dinâmica do crime e a participação atribuída aos suspeitos. A prisão preventiva de João Vitor e as conclusões apresentadas no inquérito não equivalem a uma condenação definitiva.

A eventual responsabilidade criminal dos investigados será analisada nas próximas etapas do processo, com direito ao contraditório e à ampla defesa.

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