Criança de 1 ano e 6 meses sai sozinha de creche em SC e chega ao trabalho da mãe

Criança pequena deixa creche sozinha e surpreende ao chegar ao local de trabalho da mãe em Santa Catarina.
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Uma criança de 1 ano e 6 meses saiu sozinha de uma unidade de educação infantil de Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, e caminhou até o escritório onde a mãe trabalha. O menino percorreu cerca de 50 metros desacompanhado até chegar à porta do local, onde foi encontrado por uma funcionária. O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (25).

A família registrou um boletim de ocorrência depois de descobrir que a criança havia deixado a creche sem acompanhamento. Imagens de câmeras de segurança registraram parte do trajeto e mostram o menino andando sozinho pela rua até chegar ao trabalho da mãe.

O episódio levou a Secretaria Municipal de Educação e Desporto a determinar a abertura de uma sindicância administrativa. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da saída da criança e verificar quais procedimentos eram adotados pela unidade no momento do ocorrido.

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Criança deixou a creche e caminhou sozinha até o trabalho da mãe

Segundo o relato da mãe divulgado pela imprensa local, ela deixou o filho na creche por volta das 7h20, como fazia habitualmente. Algum tempo depois, o menino conseguiu sair da unidade e seguir sozinho pelas proximidades até o escritório onde ela trabalha.

O escritório fica a aproximadamente 50 metros da unidade de educação infantil. Apesar da distância curta, o trajeto exigiu que a criança circulasse desacompanhada por uma área com passagem de veículos, circunstância que aumentou a preocupação da família.

As imagens divulgadas posteriormente mostram o menino andando sozinho pela rua. Em determinado momento, ele muda de direção, cai e volta a caminhar. Outro trecho registra um carro passando pela via enquanto a criança ainda estava desacompanhada.

Câmeras registraram chegada ao escritório

Ao chegar ao local onde a mãe trabalha, o menino aparece diante de uma porta de vidro. As imagens mostram a criança andando de um lado para o outro e batendo na porta na tentativa de entrar.

Uma funcionária que estava na recepção percebeu a presença do menino e o pegou no colo. Foi dessa forma que a criança acabou sendo localizada em segurança depois de deixar a creche.

Família registrou boletim de ocorrência

Depois de saber que o filho havia deixado a unidade sozinho, a mãe procurou a creche para buscar explicações sobre o que havia acontecido. A família também registrou um boletim de ocorrência para formalizar o episódio.

De acordo com o relato divulgado pela família, havia duas professoras, um guarda e a diretora na unidade no momento em que a criança teria saído. Essa informação ainda deverá ser confrontada pela sindicância, que terá justamente a função de reconstruir a sequência dos acontecimentos e verificar os procedimentos adotados pela equipe.

Até o momento, não foi divulgado oficialmente por qual acesso a criança deixou a unidade nem quanto tempo permaneceu fora antes de chegar ao escritório. Esses são alguns dos pontos que deverão ser esclarecidos durante a apuração administrativa.

Prefeitura abre sindicância para apurar o caso

Após a repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Braço do Norte informou que solicitou a instauração de uma sindicância administrativa. O objetivo é apurar as circunstâncias da saída da criança e verificar os procedimentos adotados pela unidade de educação infantil.

Em nota, a pasta, por meio da secretária Joana Silva Lessa, afirmou que está ciente do ocorrido e que serão tomadas as medidas administrativas e legais pertinentes. A secretaria também informou que o procedimento deverá preservar as informações pessoais e a identidade dos envolvidos por envolver uma criança.

A sindicância ainda não apresenta uma conclusão pública sobre eventual responsabilidade individual. Por isso, neste momento, não é possível afirmar que algum servidor tenha cometido uma infração específica. A definição dependerá dos elementos reunidos durante a apuração.

O que a investigação precisa esclarecer

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão o momento exato em que a criança deixou a unidade, o acesso utilizado para sair, a rotina de supervisão naquele período e quando a ausência foi percebida pelos funcionários.

A apuração também poderá verificar quais eram os procedimentos de controle de entrada e saída adotados pela unidade e se as medidas previstas para a segurança das crianças estavam sendo cumpridas no momento do episódio.

Essas respostas são importantes porque permitem diferenciar uma eventual falha individual de um problema relacionado aos próprios procedimentos ou à estrutura da unidade. A sindicância deverá reunir essas informações antes de qualquer conclusão sobre responsabilidades.

Trajeto aumentou o risco do episódio

O fato de o escritório estar próximo da creche fez com que o menino conseguisse chegar rapidamente ao destino, mas as imagens mostram que ele ficou exposto durante o deslocamento. O percurso de aproximadamente 50 metros incluiu uma rua com circulação de veículos.

As gravações divulgadas mostram a criança sem um adulto ao lado durante o caminho. Em uma das imagens, um veículo passa pela via enquanto o menino ainda caminha sozinho, reforçando a preocupação da família com o risco envolvido no trajeto.

Apesar da situação, a criança chegou ao escritório e foi localizada por uma funcionária antes de ocorrer outro incidente. A partir daí, a família pôde confirmar onde o menino estava e buscar esclarecimentos junto à instituição.

Identidade da criança é preservada

A Secretaria de Educação informou que manterá sob sigilo as informações pessoais e a identidade dos envolvidos enquanto o procedimento estiver em andamento. A medida também evita a exposição desnecessária da criança em meio à repercussão do caso.

O nome da unidade aparece em reportagens da imprensa local como Centro de Educação Infantil Antônio Volpato, no bairro Lado da União. A informação consta em publicações sobre o caso, enquanto a Prefeitura ainda concentra sua manifestação oficial na sindicância e na preservação dos dados dos envolvidos.

Próximos passos dependem da sindicância

A principal etapa agora é a apuração administrativa determinada pela Secretaria de Educação. O procedimento deverá reunir informações sobre a rotina da unidade e as circunstâncias que permitiram que a criança deixasse o espaço sem acompanhamento.

Depois da análise, a administração municipal poderá definir as providências cabíveis de acordo com o que for constatado. Até a conclusão dos trabalhos, não há informação oficial sobre punições ou afastamentos de servidores relacionados ao episódio.

O caso também permanece registrado na esfera policial por causa do boletim de ocorrência feito pela família. As informações disponíveis até agora, porém, não permitem antecipar eventual responsabilização criminal, que dependeria da análise das autoridades competentes.

Para a família, o episódio deixa como principal questão entender como uma criança de apenas 1 ano e 6 meses conseguiu sair da creche, percorrer cerca de 50 metros por uma área com circulação de veículos e chegar sozinha ao trabalho da mãe. A resposta deverá sair da apuração aberta pelo município.

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