Flávio Bolsonaro pede “voto útil” no 1º turno e ataca MP dos jogos de azar em ato com Tarcísio e Nunes

No Mercado Municipal de São Paulo, senador chamou de "gesto de grandeza" a saída de Ricardo Salles da disputa pelo Senado e disse que nota da CNBB desmentiu acusação contra seu grupo
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O senador Flávio Bolsonaro usou uma visita ao Mercado Municipal de São Paulo, no centro de São Paulo, nesta segunda-feira (28), para pedir que eleitores que pensam em esperar o segundo turno definam o voto já agora. Ao lado do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes, ele disse que a oposição ao governo federal vai manter o corpo a corpo nas ruas até o fim da campanha.

Segundo Flávio, a receptividade de comerciantes e frequentadores do local reflete o descontentamento com a carga tributária e com a violência.

“Estar em um mercado popular nos permite o contato direto com aqueles que mais sofrem com a atual gestão, marcada pela violência e pela alta carga tributária. Em todos os lugares, o sentimento é unânime: a população clama por mudança”, declarou.

Crítica à MP dos jogos de azar

Um dos alvos do senador foi a Medida Provisória enviada pelo governo federal para tratar da regulamentação dos jogos de azar. Para ele, o formato gera insegurança jurídica porque a MP tem prazo de validade e, por isso, não resolve o assunto de forma definitiva.

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Flávio afirmou ainda que esse tipo de instrumento pode abrir brecha para a retomada irrestrita da atividade no futuro. Ele disse que seu grupo político votou contra a medida no Congresso, enquanto a bancada do PT votou a favor do texto. Essa informação foi apresentada pelo senador e não foi checada junto ao Congresso.

Salles fora da corrida e vitrine da gestão paulista

Sobre o tabuleiro eleitoral no estado, Flávio classificou a desistência de Ricardo Salles de disputar o Senado como um “gesto de grandeza e humildade”. Na avaliação dele, a retirada da candidatura ajudou a preservar a unidade da direita em São Paulo.

Para a reta final, a estratégia descrita pelo senador é colocar em primeiro plano as entregas do governo estadual nos últimos quatro anos. Ele citou obras rodoviárias, expansão do metrô, programas de habitação e mutirões de cirurgias eletivas.

Nota da CNBB e a polêmica religiosa

Flávio também comentou o pronunciamento recente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre declarações envolvendo a padroeira do país. Na leitura do senador, a nota confirmou que as acusações contra seu grupo político eram desinformação espalhada por adversários de esquerda. A interpretação é dele: o texto da entidade não foi analisado nesta matéria.

Evangélico, o senador disse que sempre respeitou todas as denominações religiosas e que o Estado não deve interferir na fé de ninguém.

“Defendo a liberdade de culto e o respeito mútuo, valores que continuarão a nortear o nosso trabalho”, afirmou.

Entenda o contexto

A agenda no centro da capital paulista ocorreu a poucos dias da votação e reuniu três dos principais nomes da direita no estado. O NC News não localizou, até a publicação, manifestação do governo federal ou do PT sobre as críticas feitas pelo senador.

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