Zema impede apoio de Mateus Simões a Flávio Bolsonaro no 1º turno e decisão gera desconforto na campanha

Governador mineiro já sinalizou que apoiará o senador em eventual segundo turno, mas não recebeu autorização do Novo para antecipar o movimento eleitoral
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O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), não recebeu do ex-governador Romeu Zema (Novo) a autorização para declarar apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ainda no primeiro turno das eleições.

A decisão contrasta com a postura adotada por Zema em relação a outros integrantes do Novo, que foram liberados para manifestar apoio ao senador fluminense durante a atual fase da campanha eleitoral.

Integrantes da campanha de Simões avaliam que a negativa cria dificuldades adicionais para o projeto político do governador e relatam incômodo com a situação. Nos bastidores, aliados consideram que a medida amplia os obstáculos enfrentados pela candidatura e contribui para desgastes internos.

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Campanha vê desgaste entre aliados

Segundo interlocutores da campanha, a decisão coloca Mateus Simões em uma posição delicada. O governador já declarou publicamente que apoiaria Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, mas está impedido de formalizar esse posicionamento neste momento.

Aliados afirmam que a situação acaba gerando ruídos na relação entre Simões e Zema, que seguem politicamente ligados desde a sucessão do governo mineiro.

O episódio ocorre em meio à pressão de setores bolsonaristas para que Romeu Zema abandone sua própria candidatura presidencial e declare apoio a Flávio Bolsonaro ainda antes do primeiro turno.

Novo libera outros filiados

Apesar de manter sua candidatura ao Palácio do Planalto, Zema permitiu que outros filiados ao Novo manifestassem apoio ao senador do PL.

Entre eles está a candidata a deputada federal Marina Helena (Novo-SP), que declarou apoio ao presidenciável.

Outro movimento relevante ocorreu nesta segunda-feira (28), quando o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) anunciou a desistência de sua candidatura e declarou apoio ao então adversário André do Prado (PL-SP).

A decisão foi elogiada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que classificou o gesto como uma atitude que coloca “o Brasil acima de tudo”, em publicação nas redes sociais.

Insatisfação também envolve aliados em Minas

A situação também expôs divergências dentro do Novo em Minas Gerais. Integrantes da legenda apontam que alguns correligionários têm priorizado a campanha de Flávio Bolsonaro em detrimento da candidatura presidencial de Romeu Zema.

Um dos exemplos citados nos bastidores é o do candidato ao Senado Marco Antônio Costa, conhecido como Superman. Segundo integrantes do partido, ele tem concentrado suas manifestações públicas na campanha de Flávio Bolsonaro.

O presidente do Novo em Minas Gerais, Christopher Laguna, chegou a questionar internamente a ausência de demonstrações públicas de apoio de Superman à candidatura de Zema, em meio a reclamações sobre compromissos políticos firmados durante a campanha.

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