O motorista do ônibus escolar que se envolveu em um acidente na Avenida Belém, no bairro Pompéia, na Região Leste de Belo Horizonte, afirmou que o veículo perdeu os freios enquanto descia a via. Segundo ele, a manobra realizada momentos antes da colisão teve como objetivo evitar consequências mais graves.
Ao perceber a falha mecânica, o condutor relatou que precisou decidir rapidamente para onde direcionar o ônibus. De um lado havia um córrego e, do outro, um condomínio residencial. A opção foi conduzir o veículo em direção ao muro do condomínio para tentar reduzir a velocidade e parar o ônibus, mas ele acabou atingindo um poste e uma árvore.
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Ônibus transportava 18 pessoas
O acidente aconteceu na altura do número 1.201 da Avenida Belém e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar, Cemig e BHTrans.
No momento da colisão, havia 18 pessoas dentro do veículo, entre elas o motorista, uma mulher adulta e 16 crianças e adolescentes.
Após o impacto, equipes de resgate realizaram o atendimento das vítimas e avaliaram o estado de saúde dos ocupantes ainda no local.
Quatro pessoas foram levadas para hospitais
Uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros socorreu dois adolescentes, de 12 e 14 anos.
Segundo os militares, um dos jovens apresentava dor no tórax e o outro reclamava de cefaleia. Ambos sofreram ferimentos leves e foram encaminhados ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
Uma Unidade de Suporte Básico (USB) também transportou uma mulher adulta e uma criança de 8 anos para o Hospital Odilon Behrens.
As informações preliminares indicam que todas as vítimas atendidas sofreram apenas ferimentos leves.
Rede elétrica gerou preocupação durante o resgate
Além do atendimento aos ocupantes do ônibus, a ocorrência exigiu atenção especial devido à proximidade da rede elétrica atingida pelo veículo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fiação não se rompeu após a colisão e permaneceu íntegra e encapada próxima ao ônibus.
Apesar disso, os militares destacaram que havia risco potencial no local. Caso os fios tivessem se rompido e entrado em contato com o veículo, os ocupantes poderiam ter sido expostos a descargas elétricas.
Após a avaliação das equipes de emergência e das concessionárias responsáveis, a área foi isolada e os procedimentos de segurança foram adotados para evitar novos riscos.