A Polícia Civil do Ceará informou que 28 pessoas já foram ouvidas no inquérito que investiga a morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, em Fortaleza. A jovem foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no bairro Aldeota.
O namorado da estudante, João Munhoz Neto, de 34 anos, está preso preventivamente suspeito de induzir a jovem ao suicídio. A investigação segue para esclarecer a sequência de acontecimentos que antecederam a morte.

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Perícia conclui novos exames no caso
A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou que mais dois laudos relacionados às circunstâncias da morte foram concluídos. Ao todo, pelo menos 13 exames já foram realizados dentro da investigação.
Segundo a perícia, até o momento, a hipótese trabalhada é de que Isabelle tenha cometido suicídio ao cair do 23º andar do prédio onde morava. O entendimento permanece baseado nos exames realizados e nos elementos coletados no local.
Exames analisaram apartamento e local da queda
Peritos estiveram no apartamento, no terraço do edifício e no ponto onde o corpo da estudante foi encontrado na noite da ocorrência.
A jovem passou por necropsia detalhada, além de exames para verificar aspectos relacionados à violência de gênero. Segundo a Pefoce, a necropsia não identificou gravidez e não foram encontradas substâncias de interesse no organismo da vítima.
Os exames de necropsia, toxicológico e do local foram concluídos antes do prazo legal e encaminhados à autoridade responsável pelo inquérito.
Mais de 700 vídeos são analisados
A investigação também analisa imagens de câmeras de segurança do condomínio. Ao todo, mais de 700 vídeos estão sendo avaliados pelos investigadores.
Celulares e outros dispositivos eletrônicos da vítima e de pessoas relacionadas ao caso continuam passando por análise. Segundo a perícia, cerca de 20 profissionais, entre peritos e auxiliares, participam dos trabalhos.
Família relatou últimos contatos com Isabelle
Isabelle Caracristi foi encontrada morta no pátio do Condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro.
A mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, afirmou que a família descobriu a tragédia por conta própria. Segundo ela, a última mensagem trocada com a filha ocorreu no mesmo dia, pouco antes do início da noite.
Próximos passos
A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, analisando materiais eletrônicos e aguardando a conclusão de todos os elementos técnicos para esclarecer as circunstâncias da morte.