A Justiça dos Estados Unidos decidiu manter o processo contra o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, negando o pedido da defesa para encerrar a ação judicial.
O juiz federal Alvin Hellerstein avaliou que as alegações apresentadas pelos advogados não justificam o fim do processo.
A defesa argumentava que sanções impostas ao governo venezuelano estariam impedindo o pagamento dos honorários, o que afetaria o direito à ampla defesa.
Pagamento da defesa ainda será analisado
Apesar de manter as acusações, o magistrado não definiu prazo para decidir sobre a liberação de recursos para custear os advogados de Nicolás Maduro e Cilia Flores.
A questão depende de autorização para uso de valores bloqueados por sanções dos EUA.
O ex-presidente venezuelano e sua esposa respondem a acusações de narcoterrorismo e participação em esquemas de tráfico internacional de drogas.
Os dois foram levados aos Estados Unidos após uma operação realizada em janeiro e seguem à disposição da Justiça.
Audiência ocorre em meio a protestos
A sessão judicial em Nova York foi acompanhada por manifestações do lado de fora do tribunal, com grupos pedindo a libertação de Nicolás Maduro.
O presidente Donald Trump indicou que novas acusações podem ser apresentadas contra o ex-líder venezuelano, o que pode ampliar o alcance do processo.
Defesa enfrenta impasse jurídico
O advogado Barry Pollack afirmou que pode deixar o caso caso não haja autorização para pagamento dos honorários.
Ele sustenta que a impossibilidade de acesso a recursos compromete o direito de escolha da defesa.
Nicolás Maduro permanece preso em território norte-americano enquanto o processo continua em andamento.
Ainda não há definição sobre a próxima audiência nem previsão para conclusão do julgamento.