Com soluços e dores, Bolsonaro estaria em confinamento ‘desumano’, diz Flávio ao pedir domiciliar

Senador diz que o pai enfrenta limitações severas de locomoção no local onde está detido
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou nesta terça-feira (2) o pai, Jair Bolsonaro (PL), que permanece preso em Brasília, e relatou as condições de saúde e de confinamento do ex-presidente.

De acordo com Flávio, Bolsonaro sofre com soluços, refluxo e dores na virilha, além de enfrentar limitações severas de locomoção no local onde está detido.

“Ele está trancado em uma sala de doze por doze, na chave, o dia inteiro. Sai apenas por alguns minutos para caminhar, mas o espaço é muito pequeno, dá dez passos para um lado, dez para o outro e acabou”, relatou o senador.

O senador acrescentou que o ex-presidente possui orientação médica para a prática de exercícios, algo que não é possível no confinamento atual, situado próximo a um aparelho central de ar-condicionado, que provoca barulho constante das 7h às 19h.

Flávio Bolsonaro classificou o confinamento do pai como “desumano” e solicitou às autoridades a adoção de prisão domiciliar por motivos humanitários.

“Ele é uma pessoa idosa, precisa de cuidados médicos e atenção 24 horas por dia. Em casa, poderia receber cuidados adequados e realizar exercícios recomendados pelos médicos. É um inocente que não merece passar por isso”, afirmou.

Alianças políticas

Durante a visita, Flávio Bolsonaro levou ao pai anotações para leitura e tratou de assuntos internos do PL, esclarecendo que o ex-presidente não manifestou apoio a nenhuma candidatura, inclusive à de Ciro Gomes, em reuniões no Ceará e em outros estados.

“Não tinha decisão nenhuma tomada. O presidente vai decidir sobre os cenários, e é isso que vamos trabalhar. Divergências fazem parte, mas vamos alinhar tudo antes de levar a público”, disse.

Flávio também destacou a importância de manter o diálogo aberto, tanto no âmbito familiar quanto dentro do partido. “Minha conversa com a Michele foi boa. É assim que se resolve, com conversa franca. Não há problemas entre nós, estamos alinhados no discurso e na estratégia”, concluiu.

 

 

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