O eleitor digita os números, confere o candidato e aperta “Confirma”. O voto está registrado, mas esse é apenas o começo de um caminho que passa pela própria urna eletrônica, pela emissão de arquivos e documentos de conferência, pela transmissão dos resultados e, finalmente, pela totalização da Justiça Eleitoral.
Neste domingo (4), esse processo ocorre em milhares de seções eleitorais espalhadas pelo país. A urna não envia cada voto individualmente para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o dia e não precisa estar conectada à internet para funcionar.
Somente depois do encerramento da votação é que o resultado de cada seção começa a seguir o caminho até a totalização.
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1. Antes do primeiro voto, urna imprime a zerésima
O caminho começa antes mesmo de o primeiro eleitor entrar na cabine.
Na preparação da seção, a urna eletrônica emite a chamada zerésima. O documento comprova que não existe voto registrado para nenhum candidato naquele equipamento antes da abertura da votação.
O procedimento pode ser acompanhado pelos fiscais das legendas e integra os mecanismos de fiscalização do processo eleitoral.
Depois dessa etapa, a seção é liberada para receber os eleitores.

2. Eleitor confirma e voto fica registrado na urna
Quando o eleitor aperta a tecla “Confirma”, a escolha é registrada eletronicamente.
Os votos são armazenados no Registro Digital do Voto (RDV), arquivo que permite verificar posteriormente os votos registrados pelo equipamento.
O RDV não associa o voto à identidade do eleitor. Os registros também não são armazenados seguindo a ordem em que as pessoas compareceram à seção, preservando o sigilo da escolha.
Durante toda a votação, a urna funciona sem conexão com a internet. Ela não possui mecanismos para transmitir os votos individualmente ao longo do dia.
3. Urna encerra votação e gera o Boletim de Urna
Depois das 17h, pelo horário de Brasília, e após o último eleitor que já estiver na fila votar, o presidente da seção encerra a votação.
É nesse momento que a própria urna contabiliza os votos daquela seção e produz o Boletim de Urna, conhecido como BU.
O documento apresenta a quantidade de votos recebida pelos candidatos e legendas, além dos votos brancos e nulos e outras informações da seção.
Uma via é afixada no local de votação, permitindo que fiscais, imprensa, eleitores e outras entidades conheçam o resultado daquela urna antes mesmo da totalização nacional.

4. Resultado da urna é gravado para transmissão
Além do boletim impresso, a urna gera os arquivos digitais necessários para que o resultado daquela seção seja encaminhado à Justiça Eleitoral.
Os dados são protegidos por mecanismos de assinatura digital e criptografia.
A urna eletrônica não se conecta diretamente à internet para fazer essa transmissão.
Depois do encerramento, a mídia com os resultados é retirada da urna e encaminhada aos locais responsáveis pela transmissão dos dados.
5. Arquivo chega aos sistemas da Justiça Eleitoral
A transmissão é realizada por equipamentos utilizados pela Justiça Eleitoral.
Quando o arquivo chega ao sistema, são feitas verificações para confirmar a autenticidade e a integridade das informações recebidas.
Entre as checagens está a assinatura digital, que permite verificar se aquele arquivo foi efetivamente produzido por uma urna preparada oficialmente para a eleição e se houve alguma alteração no conteúdo.
Somente depois dessas verificações o resultado daquela seção é incorporado ao processo de totalização.
6. Votos de milhares de urnas começam a ser somados
A totalização reúne os resultados produzidos pelas diferentes seções eleitorais.
É por isso que os percentuais apresentados durante a apuração mudam continuamente. Conforme novos boletins são recebidos e processados, mais urnas passam a integrar o resultado.
A divulgação oficial pode começar a partir das 17h deste domingo.
O eleitor poderá acompanhar o avanço da totalização pelos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral, inclusive pelo aplicativo Resultados.

7. Boletim permite conferir o resultado publicado
O Boletim de Urna também funciona como instrumento de fiscalização pública.
Como o documento é produzido na própria seção antes da totalização, os números impressos podem ser posteriormente comparados com aqueles divulgados pela Justiça Eleitoral.
O BU possui QR Code que permite acessar informações daquele resultado por meio das ferramentas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral.
Assim, partidos, entidades fiscalizadoras e cidadãos podem comparar os resultados das seções com os dados incorporados à apuração.
8. Totalização define o resultado de cada disputa
Depois que os boletins são processados, entram em cena as regras específicas de cada cargo.
Presidente e governador são escolhidos pelo sistema majoritário e precisam alcançar mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno. Se isso não ocorrer, os dois mais votados avançam ao segundo turno.
Na eleição para o Senado, são eleitos neste ano os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal.
Para deputado federal, estadual e distrital, a definição utiliza o sistema proporcional, que considera os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas na distribuição das cadeiras.
Votos brancos e nulos não são considerados votos válidos para definir os vencedores.
Do “Confirma” ao resultado
O caminho do voto, portanto, passa por diferentes etapas: começa com a conferência de que a urna está zerada, segue pelo registro da escolha do eleitor, emissão do Boletim de Urna, geração dos arquivos de resultado, transmissão, verificação e totalização.
A urna registra e contabiliza os votos da própria seção. Os sistemas da Justiça Eleitoral recebem esses resultados e fazem a soma necessária para formar a apuração.
A partir das 17h deste domingo, esse processo poderá ser acompanhado à medida que os boletins forem incorporados aos resultados oficiais das Eleições 2026.