Douglas Ruas (PL) espera uma decisão rápida do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro. O julgamento pode mudar o resultado do primeiro turno e transformar o atual cenário de segundo turno contra Eduardo Paes (PSD) em uma vitória de Ruas já na primeira votação.
Com 100% das urnas apuradas, Ruas recebeu 4.271.199 votos e terminou com 49,27% dos votos válidos. Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, equivalentes a 42,76%.
A indefinição envolve os 274.411 votos, ou 3,17%, recebidos por Garotinho. Como a candidatura foi indeferida e ainda aguarda uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral, os votos estão classificados como “anulados sub judice”, mas entram provisoriamente no cálculo dos percentuais.
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Sem os votos de Garotinho, Ruas pode vencer no primeiro turno
O impacto da decisão do TSE é direto. Caso os votos de Garotinho sejam definitivamente invalidados, eles deixam de integrar o universo utilizado para calcular os percentuais dos candidatos.
Nesse cenário, Ruas passaria dos atuais 49,27% para aproximadamente 50,88% dos votos válidos. Paes teria cerca de 44,16%.
Com mais da metade dos votos válidos, Ruas poderia ser declarado eleito governador do Rio de Janeiro ainda no primeiro turno, eliminando a necessidade da votação marcada para 25 de outubro.
Até que o TSE tome uma decisão definitiva, porém, o resultado considera Ruas e Paes classificados para o segundo turno.
Ruas pede decisão “breve” do TSE
Após a apuração, Ruas falou sobre a pendência judicial e disse confiar que a Justiça Eleitoral dará uma resposta rapidamente.
“A gente vai aguardar com muita tranquilidade. Confiamos na Justiça, na sua decisão breve para que se possa chegar a uma conclusão o mais rápido possível”, declarou.
O candidato também adotou um discurso de vitória durante encontro com apoiadores na sede do PL em São Gonçalo.
“Vamos governar para todos”, afirmou.
Por que os votos de Garotinho estão sub judice?
Garotinho teve o registro da candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mas continuou na disputa enquanto recorre da decisão.
A situação permitiu que seu nome permanecesse na urna e que os eleitores votassem no candidato.
O caso ainda precisa de uma definição no TSE. Enquanto não houver decisão definitiva, os 274.411 votos recebidos por Garotinho permanecem considerados provisoriamente no cálculo divulgado para a eleição.
Por isso, Ruas aparece oficialmente com 49,27%, abaixo dos mais de 50% dos votos válidos necessários para uma vitória em primeiro turno.
Decisão pode retirar Paes do segundo turno
Para Eduardo Paes, a decisão é determinante. No cenário atualmente divulgado, o candidato do PSD está classificado para enfrentar Ruas no dia 25 de outubro.
Caso os votos de Garotinho sejam definitivamente mantidos no cálculo, a disputa segue para o segundo turno.
Se forem invalidados, entretanto, os percentuais precisarão ser recalculados. Ruas ultrapassaria a metade dos votos válidos e Paes deixaria de disputar a segunda etapa da eleição.
A diferença transforma o julgamento do registro de Garotinho em uma decisão capaz de definir diretamente quem ocupará o Palácio Guanabara a partir de 2027.
PL comemora desempenho no Rio
Além da liderança de Ruas na disputa pelo governo, o PL saiu das urnas fortalecido no Rio de Janeiro.
Segundo Ruas, o partido elegeu dois senadores, 15 deputados federais e 21 deputados estaduais no estado.
O desempenho foi comemorado pelo candidato durante o discurso realizado após a apuração. Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Ruas deixa a eleição com mais de 4,2 milhões de votos e aguarda agora a decisão que determinará se já venceu a disputa ou se terá de enfrentar Paes novamente nas urnas.
Até decisão do TSE, haverá segundo turno
Apesar da possibilidade de mudança, Ruas ainda não pode ser considerado governador eleito.
O resultado oficial atual prevê segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes. A eventual vitória do candidato do PL no primeiro turno depende da invalidação definitiva dos votos recebidos por Garotinho.
O TSE ainda não definiu a data do julgamento que dará uma resposta definitiva sobre a candidatura do ex-governador.