A nova composição da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) reúne nomes históricos da política paulista, jovens que ganharam projeção pelas redes sociais e parlamentares ligados a campos ideológicos distintos. As Eleições 2026 colocaram Eduarda Campopiano (PL), Eduardo Suplicy (PT) e Sofia Favero (PSOL) nas três primeiras posições da votação individual para deputado estadual.
A maior votação foi de Eduarda Campopiano. Aos 23 anos, a vereadora de Praia Grande recebeu mais de 1,9 milhão de votos e chegará à Alesp como uma das principais representantes da nova geração conservadora paulista.
Na sequência aparecem Eduardo Suplicy, veterano do PT que recebeu cerca de 654 mil votos, e Sofia Favero, mulher trans e ativista dos direitos da população trans, com aproximadamente 407 mil.
LEIA TAMBÉM
Quem é Eduarda Campopiano, deputada estadual mais votada de São Paulo
Eduarda Campopiano lidera votação para a Alesp
Eduarda Campopiano foi a candidata a deputado estadual mais votada de São Paulo. Filiada ao PL, ela construiu sua projeção principalmente nas redes sociais e havia conquistado seu primeiro mandato eletivo apenas dois anos antes, como vereadora de Praia Grande.
Durante sua atuação pública, Eduarda passou a se definir como antifeminista e adotou posições conservadoras em temas comportamentais. Ela também se posicionou contra o aborto e as cotas raciais e defendeu pautas relacionadas ao armamento.
A eleição representa uma ascensão rápida. Em 2024, Eduarda recebeu 3.583 votos para vereadora. Dois anos depois, saltou para mais de 1,9 milhão na disputa estadual.

Suplicy fica em segundo lugar
Na outra ponta do espectro político está Eduardo Suplicy (PT), segundo candidato mais votado para a Alesp, com cerca de 654 mil votos.
Aos 85 anos, Suplicy permanece como um dos nomes mais conhecidos da política paulista. Sua trajetória inclui mandatos de deputado estadual, deputado federal, senador e vereador da capital.
Uma das principais bandeiras de sua carreira é a Renda Básica de Cidadania. Com a eleição, o petista retorna à Assembleia Legislativa.

Sofia Favero fica entre as três mais votadas
Sofia Favero (PSOL) conquistou aproximadamente 407 mil votos e terminou na terceira colocação individual.
Mulher trans e ativista pelos direitos da população trans, ela chegará à Alesp em uma composição que também terá Thammy Miranda (PSD), homem trans que deixa a Câmara Municipal de São Paulo após ser eleito deputado estadual.
A presença dos dois amplia a representação de pessoas trans no Legislativo paulista.

Luiza Erundina também é eleita
Outro nome histórico que passa a integrar a Assembleia é Luiza Erundina (PSOL). Ex-prefeita de São Paulo e com uma longa trajetória parlamentar, ela conquistou uma cadeira na Alesp.
A nova legislatura terá, portanto, políticos de gerações bastante diferentes. Enquanto Eduarda Campopiano nasceu em 2003 e chega à Assembleia aos 23 anos, Suplicy e Erundina carregam décadas de experiência em cargos públicos.

Primeira-dama de São Paulo conquista cadeira
Regina Nunes (MDB), primeira-dama da capital paulista, também está entre os nomes eleitos para a Assembleia Legislativa.
A eleição leva para a Alesp uma personagem diretamente ligada à administração municipal de São Paulo. Regina é mulher do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Bancada ligada à segurança terá ao menos nove representantes
A segurança pública também terá presença relevante na próxima composição da Assembleia. Ao menos nove eleitos são ligados às forças de segurança ou construíram suas candidaturas em torno dessa agenda.
A chamada Bancada da Bala terá representantes de diferentes partidos e continuará como um dos grupos organizados dentro da Casa.
Alesp terá 94 deputados
A Assembleia Legislativa de São Paulo é formada por 94 deputados estaduais. Os parlamentares assumem os mandatos na legislatura que começa em 2027.
A eleição para deputado estadual utiliza o sistema proporcional. Isso significa que a votação individual é apenas uma das partes do cálculo: o desempenho dos partidos e federações também determina quantas cadeiras cada grupo terá direito a ocupar.
O resultado das urnas coloca lado a lado na próxima legislatura representantes conservadores, nomes históricos da esquerda, parlamentares ligados à segurança pública e políticos que levam pautas de diversidade para a Assembleia, desenhando uma Alesp marcada por diferentes campos políticos e agendas.