O humorista Antonio Tabet criticou a estratégia adotada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o primeiro turno das Eleições 2026. Em publicação nas redes sociais, ele apontou problemas de comunicação, questionou a falta de renovação de lideranças no campo da esquerda e usou a expressão “síndrome do protagonista” ao analisar o cenário político.
A manifestação ocorreu depois de Lula e Flávio Bolsonaro (PL) avançarem para o segundo turno da disputa pela Presidência. Tabet avaliou que o desempenho nas urnas expôs problemas que, na visão dele, acompanham o campo político do presidente há anos.
Entre as principais críticas, o humorista afirmou que a campanha não acompanhou adequadamente as mudanças na comunicação política provocadas pelas redes sociais e citou especialmente a importância de plataformas como o TikTok.
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Tabet critica comunicação da campanha
No texto publicado nas redes sociais, Tabet afirmou que a direita teria conseguido incorporar melhor a linguagem das plataformas digitais, enquanto a campanha da esquerda continuou recorrendo a estratégias que ele considera ultrapassadas.
O humorista também criticou o uso de artistas conhecidos em peças de campanha e argumentou que o campo progressista teria demonstrado autossuficiência na forma de se comunicar com o eleitorado.
“O campo progressista perdeu-se na autossuficiência.”
“Síndrome do protagonista”
Outro ponto levantado por Tabet foi a renovação de lideranças políticas. Ele citou nomes como Flávio Dino, Fernando Haddad e Guilherme Boulos ao argumentar que houve tempo para a construção de novas figuras dentro da esquerda.
Nesse trecho da manifestação, o humorista usou a expressão “síndrome do protagonista” ao questionar a concentração do protagonismo político em torno de Lula.
“A síndrome do protagonista parece ser mais contagiosa que a tal vontade de lutar pela democracia.”
Tabet também chamou atenção para a participação feminina na política e criticou o desempenho da esquerda na eleição de mulheres para o Senado.
Trabalho informal e MP das Bets entram nas críticas
A estratégia direcionada aos trabalhadores informais também foi questionada. Segundo Tabet, faltaram propostas e uma comunicação mais eficiente para segmentos como motoristas de aplicativo, pequenos empresários, autônomos, influenciadores e motoboys.
Ele ainda criticou a condução da MP das Bets e afirmou que o governo poderia ter adotado uma estratégia diferente, com mais diálogo e planejamento antes das medidas relacionadas ao setor.
“Muita lacração e poucas ideias.”
Segundo turno
Apesar das críticas à campanha de Lula, Tabet afirmou considerar possível uma mudança no cenário durante o segundo turno. No mesmo texto, ele mencionou temas e rumores relacionados a um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
A nova etapa da campanha presidencial deve concentrar a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro nas próximas semanas, com as duas candidaturas buscando ampliar apoios e conquistar eleitores que escolheram outros candidatos ou não votaram no primeiro turno.