Romeu Zema (Novo) formalizou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento ocorre após o ex-governador de Minas Gerais disputar o primeiro turno como candidato à Presidência e terminar fora da disputa final.
A adesão já vinha sendo articulada entre os dois grupos políticos antes mesmo do fechamento das urnas. Durante a campanha, Zema manteve candidatura própria e rejeitou abandonar a corrida para apoiar Flávio antecipadamente, mas indicava que estaria no campo contrário ao PT caso a eleição fosse para o segundo turno.
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Zema confirma posição após primeiro turno
Logo após a definição do segundo turno, Zema reforçou a posição que vinha apresentando durante a campanha eleitoral.
O ex-governador afirmou que estaria contra o PT na etapa decisiva da eleição. A declaração ocorreu em Belo Horizonte, depois da confirmação de que Flávio e Lula avançaram para a disputa de 25 de outubro.
Durante o primeiro turno, Zema evitou antecipar formalmente o apoio ao candidato do PL porque mantinha sua própria candidatura à Presidência.
A campanha de Flávio chegou a sondar a possibilidade de o mineiro desistir antes da votação para fortalecer um movimento de voto útil à direita. Zema rejeitou a possibilidade e afirmou, às vésperas da eleição, que levaria sua candidatura até o fim.
Novo também prepara apoio a Flávio
O movimento de Zema acompanha a posição que deve ser adotada nacionalmente pelo Novo.
A legenda prepara uma declaração de apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno. Com isso, o partido se soma às articulações partidárias iniciadas depois da definição da disputa presidencial.
Apesar de ter obtido pouco mais de 300 mil votos, equivalentes a 0,27% dos votos válidos na eleição presidencial, Zema encerrou o primeiro turno destacando os resultados do Novo nas eleições para o Legislativo.
A legenda elegeu dez deputados federais e três senadores, além de conquistar cadeiras nas Assembleias Legislativas.
Relação entre Zema e Flávio teve atritos durante campanha
O apoio ocorre depois de uma campanha marcada também por divergências públicas entre Zema e Flávio.
Em maio, o mineiro afirmou ter ficado decepcionado com Flávio após as revelações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Apesar das críticas, Zema deixou claro naquele momento que a divergência não significava um rompimento político e afirmou que estaria ao lado do campo adversário ao PT em um eventual segundo turno.
Já durante um debate promovido pela Veja em setembro, o então candidato voltou a ser questionado sobre a possibilidade de apoiar Flávio e reafirmou sua oposição ao PT.
Apoio já era esperado antes das urnas
Nos últimos dias do primeiro turno, as campanhas de Zema e Flávio já discutiam como seria a aproximação caso o senador avançasse para a etapa decisiva.
Zema, porém, resistiu à pressão para abandonar sua candidatura antes de 4 de outubro.
A decisão também teve reflexos em Minas Gerais. No primeiro turno, Zema impediu que o então governador mineiro Mateus Simões antecipasse apoio formal a Flávio enquanto o Novo ainda tinha candidatura própria à Presidência.
Com o primeiro turno encerrado, o obstáculo deixou de existir e Zema passou a integrar formalmente o grupo de aliados do candidato do PL.
Flávio e Lula disputam segundo turno em 25 de outubro
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo lugar, com 45,16%.
A diferença entre os dois foi inferior a dois pontos percentuais.
Agora, as duas campanhas entram em uma nova etapa de negociações para conquistar o apoio dos candidatos e partidos que ficaram fora do segundo turno.
A votação que definirá o próximo presidente da República está marcada para 25 de outubro.