Lionel Messi entra em campo nesta terça-feira (6) para aquele que está programado como seu último jogo com a camisa da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 enfrenta o Benin no Estádio Monumental, em Buenos Aires, em uma noite preparada para marcar a despedida do maior artilheiro da história da Albiceleste.
A partida encerra uma trajetória iniciada em 2005 e que atravessou mais de duas décadas. Messi chega à despedida depois de superar a marca de 200 partidas pela seleção e de construir uma coleção de recordes individuais, além de conquistar os principais títulos que perseguia com o país.
O encerramento do ciclo ocorre depois da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. O torneio representou o último Mundial da carreira internacional do argentino.
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Messi encerra passagem pela Argentina como recordista
A longevidade de Messi transformou o atacante em recordista de partidas pela seleção argentina. O jogador também se isolou como maior goleador da história do país, deixando para trás nomes como Gabriel Batistuta, Sergio Agüero e Hernán Crespo.
Além dos gols, o camisa 10 acumulou dezenas de assistências e se tornou responsável direto por uma parcela significativa dos gols argentinos durante o período em que defendeu a seleção principal.
A trajetória começou oficialmente em 17 de agosto de 2005, em amistoso contra a Hungria. A estreia ficou marcada por uma expulsão menos de um minuto depois de Messi entrar em campo.
O episódio, porém, acabaria se tornando apenas uma pequena curiosidade diante da carreira que seria construída nas duas décadas seguintes.

Messi também acumulou recordes em Copas do Mundo
As Copas do Mundo ocupam um capítulo particular da passagem de Messi pela seleção.
O argentino participou de seis edições do torneio e acumulou recordes de partidas, minutos em campo e jogos como capitão da Albiceleste.
Sua primeira participação ocorreu na Alemanha, em 2006, quando ainda tinha 18 anos. Depois vieram África do Sul 2010, Brasil 2014, Rússia 2018, Catar 2022 e a edição de 2026.
A relação de Messi com o Mundial passou por diferentes momentos. Em 2014, a Argentina chegou à final, mas perdeu o título para a Alemanha no Maracanã.
Oito anos depois, no Catar, o camisa 10 liderou a seleção na conquista do tricampeonato mundial ao derrotar a França nos pênaltis depois de empate por 3 a 3 na decisão.
Já em 2026, em sua segunda final de Copa seguida, Messi não repetiu o trunfo e amargou o segundo lugar contra a Espanha, agora bicampeã.

Copa América mudou história de Messi com a seleção
Antes da sequência de títulos, Messi conviveu durante anos com questionamentos por não conseguir repetir na seleção argentina as conquistas acumuladas nos clubes.
O cenário começou a mudar definitivamente em 2021.
Naquele ano, a Argentina venceu o Brasil por 1 a 0 no Maracanã e conquistou a Copa América. Ángel Di María marcou o gol do título.
A conquista encerrou um jejum de 28 anos da seleção principal argentina e representou o primeiro grande troféu de Messi pela equipe principal do país.
Em 2022, vieram mais dois títulos. Primeiro, a Argentina derrotou a Itália por 3 a 0 na Finalíssima. Meses depois, conquistou a Copa do Mundo no Catar.
A geração ainda conquistou a Copa América de 2024, nos Estados Unidos, novamente com Messi como uma das principais referências do elenco.
De renúncia à seleção ao título mundial
A despedida desta terça também encerra uma história que quase terminou dez anos antes.
Em 2016, depois de perder a final da Copa América Centenário para o Chile, Messi anunciou que não defenderia mais a Argentina.
“Para mim, acabou a seleção.”
A decisão provocou forte repercussão no país. Torcedores, jogadores e autoridades iniciaram uma mobilização para convencer o atacante a reconsiderar.
Messi voltou atrás semanas depois e retornou à seleção.
A permanência permitiria que o argentino protagonizasse posteriormente o período mais vitorioso de sua trajetória com a Albiceleste.

Monumental recebe despedida do camisa 10
O Estádio Monumental, casa do River Plate e principal palco da seleção argentina em Buenos Aires, foi escolhido para receber a última partida de Messi pela equipe nacional.
A expectativa é de estádio lotado e uma série de homenagens ao jogador antes e depois do confronto com o Benin.
O caráter da partida vai além do resultado. O encontro representa o encerramento de uma geração que teve Messi como principal referência técnica e capitão.
Para a Argentina, começa também uma nova etapa de renovação.
Argentina terá desafio de construir era sem Messi
A saída definitiva do camisa 10 obriga a seleção argentina a reorganizar seu projeto esportivo para os próximos ciclos.
Jogadores que dividiram o protagonismo com Messi nos últimos anos passam a assumir responsabilidades maiores, enquanto uma nova geração começa a ocupar espaço no elenco.
A mudança também será simbólica. Desde a segunda metade dos anos 2000, praticamente todas as grandes campanhas da Argentina foram construídas com Messi como personagem central.
Sua despedida encerra uma trajetória de mais de duas décadas, marcada inicialmente por frustrações em finais e encerrada com uma sequência de conquistas que incluiu Copa América, Finalíssima e Copa do Mundo.
Independentemente de quem herdar a camisa 10 ou assumir a liderança da equipe, a seleção argentina começa, a partir desta terça-feira, seu primeiro ciclo em mais de 20 anos sem Lionel Messi.
