Rayssa Leal iniciou uma corrida contra o tempo para voltar às pistas depois de sofrer uma lesão no tornozelo durante os treinos da etapa de Paris da Street League Skateboarding (SLS). O problema tirou a brasileira da competição disputada no sábado (3), em Roland Garros, e fez a skatista cair para a quarta posição no ranking da liga.
Aos 18 anos, Rayssa afirmou que a lesão não é grave, mas decidiu não competir na França para evitar o agravamento do problema. O cuidado ganha importância diante do calendário: o próximo compromisso é o Mundial de Skate Street, marcado para começar em 11 de outubro, em Assunção, no Paraguai.
Mesmo fora da pista em Paris, Rayssa acompanhou a competição. A australiana Chloe Covell conquistou o título feminino, enquanto Nyjah Huston venceu entre os homens. O brasileiro Giovanni Vianna terminou na terceira colocação masculina.
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O que aconteceu com Rayssa Leal?
Rayssa sofreu a lesão na sexta-feira (2), durante uma sessão de treinos para a etapa francesa da SLS. No dia seguinte, anunciou que não participaria da competição.
A brasileira tranquilizou os fãs e explicou que a decisão foi tomada pensando na recuperação e nos compromissos que ainda terá pela frente em 2026.
“Não foi nada grave, nada para se preocupar, mas é bom tirar esse tempo para me recuperar. Até o final do ano teremos cinco campeonatos.”
Mesmo mancando, Rayssa esteve no complexo de Roland Garros para acompanhar as disputas.
Até o momento, não foi divulgado um diagnóstico médico detalhado nem um prazo oficial para que a skatista esteja novamente liberada para competir.

Próximo desafio começa já em 11 de outubro
O principal ponto de atenção agora é o curto intervalo até o próximo compromisso.
O Mundial de Skate Street será disputado entre 11 e 18 de outubro, em Assunção, no Paraguai. Isso significa que Rayssa terá pouco mais de uma semana entre a lesão sofrida em Paris e o início da competição.
A participação da brasileira dependerá da evolução do tornozelo e das avaliações realizadas durante a recuperação.
Por isso, apesar de Rayssa ter afirmado que o problema não é grave, ainda será necessário acompanhar sua condição física antes do Mundial.
Ausência faz Rayssa cair para quarta posição na SLS
A decisão de não competir também teve consequência esportiva imediata.
Sem pontuar em Paris, Rayssa caiu para a quarta posição no ranking da temporada da Street League.
Chloe Covell aproveitou a etapa francesa para conquistar o título. A australiana terminou a decisão à frente das japonesas Coco Yoshizawa e Liz Akama.
No masculino, Nyjah Huston voltou ao topo do pódio da SLS ao conquistar sua 28ª vitória no circuito. Toa Sasaki terminou em segundo, e Giovanni Vianna garantiu a terceira posição para o Brasil.

Rayssa já venceu duas etapas em 2026
A lesão interrompe uma temporada em que Rayssa já conquistou dois títulos na Street League.
A brasileira venceu a abertura do circuito em Sydney, na Austrália, em fevereiro.
Em agosto, voltou ao lugar mais alto do pódio no SLS Rio Takeover, realizado no Maracanãzinho.
A conquista no Rio teve uma coincidência: Rayssa também havia sofrido uma torção no pé durante os treinos antes daquela final. Mesmo assim, conseguiu competir e derrotou Momiji Nishiya por apenas 0,2 ponto.
Desta vez, em Paris, a decisão foi diferente. A brasileira preferiu não entrar na pista e preservar o tornozelo para a sequência do calendário.
Tokyo será última etapa antes do Super Crown
Depois do Mundial no Paraguai, a temporada da Street League ainda terá uma etapa importante antes da decisão.
A SLS Tokyo está marcada para 14 de novembro, na Ariake Arena, no Japão.
A competição será a última parada do circuito antes do Super Crown e terá importância direta na definição dos classificados para a grande final.
Para Rayssa, o período entre outubro e novembro será importante não apenas para recuperar completamente o tornozelo, mas também para voltar a somar pontos no circuito.
Super Crown será disputado em São Paulo
A principal decisão da temporada está marcada para os dias 12 e 13 de dezembro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
O Super Crown encerra a temporada da SLS e será realizado novamente diante da torcida brasileira.
Rayssa chega a 2026 depois de conquistar quatro títulos consecutivos do Super Crown e busca ampliar a sequência com um possível pentacampeonato.
A competição em São Paulo, porém, não é o compromisso imediatamente seguinte à lesão sofrida em Paris. Antes dela, Rayssa tem o Mundial de Skate Street e outras disputas previstas no calendário.

Recuperação passa a ser prioridade
Com a sequência de competições concentrada nos últimos meses do ano, a recuperação do tornozelo passa a ter peso estratégico na temporada de Rayssa.
O skate street exige repetidos impactos sobre pés, tornozelos e joelhos, principalmente em manobras realizadas em escadas, corrimãos e obstáculos maiores.
A própria decisão de abandonar Paris antes da competição mostra a cautela adotada pela brasileira diante do calendário.
Agora, o primeiro objetivo é verificar se haverá condições físicas para disputar o Mundial em Assunção. Depois, Rayssa poderá voltar as atenções para a reta final da Street League e para a tentativa do quinto título consecutivo do Super Crown em São Paulo.