Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), morreu aos 80 anos nesta terça-feira (6), três dias depois de ser atropelado durante uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em São Paulo.
Cirurgião-dentista, Carlos construiu uma trajetória profissional de mais de cinco décadas. Especialista em periodontia, ele tinha registro profissional desde 1972 e acumulava mais de 54 anos de experiência na odontologia.
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Tio de Guilherme Boulos é atropelado após discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio
Quem era Carlos Boulos?
Carlos Boulos era cirurgião-dentista e especialista em periodontia, área da odontologia dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento de problemas que atingem os tecidos responsáveis pela sustentação dos dentes.
Ele conquistou o registro profissional em 1972 e exerceu a profissão por mais de 54 anos.
A partir de 2019, Carlos passou a ter o chamado título remido. A condição é concedida por conselhos profissionais e permite a isenção do pagamento de anuidades futuras, preservando direitos e prerrogativas profissionais.
Carlos era irmão de Marcos Boulos, médico infectologista e pai de Guilherme Boulos.
Atropelamento ocorreu após discussão no trânsito
Carlos estava internado desde a noite de sábado (3), quando foi atropelado na Avenida 23 de Maio, na região central da capital paulista.
Ele dirigia uma Toyota Hilux quando houve um desentendimento com o motorista de um Fiat Palio após uma colisão entre os veículos.
Segundo as informações reunidas pela polícia, Carlos desceu da caminhonete durante a discussão e se aproximou do outro veículo. Imagens registradas por uma testemunha mostram o momento em que o carro avança e atinge o idoso.
O motorista deixou o local após o atropelamento.
Carlos foi socorrido e encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internado em estado grave durante três dias.
Carlos morreu na madrugada desta terça
O cirurgião-dentista morreu por volta das 4h desta terça-feira.
Marcos Boulos, irmão de Carlos e pai de Guilherme Boulos, compareceu à delegacia para comunicar oficialmente o óbito à Polícia Civil.
Com a morte, a natureza da ocorrência foi alterada. O caso, que inicialmente era investigado como tentativa de homicídio, passou a ser tratado como homicídio consumado.
Motorista foi indiciado por homicídio doloso
O motorista envolvido no atropelamento já foi identificado e prestou depoimento à Polícia Civil.
Ele foi indiciado por homicídio doloso, modalidade em que a investigação considera a hipótese de intenção de matar ou de que o autor tenha assumido o risco de provocar a morte.
O condutor permanece em liberdade enquanto o caso é investigado.
A defesa afirma que ele tentou deixar o local por se sentir ameaçado durante a discussão e nega que tenha tido a intenção de atropelar Carlos.
Essa versão ainda é analisada pela Polícia Civil e não representa uma conclusão sobre a dinâmica do caso.
Imagens registradas por testemunhas, depoimentos e resultados de perícias deverão ser considerados na conclusão do inquérito.