Governo de Rondônia entra na ‘lista suja’ do trabalho escravo por caso em escola

Inclusão está ligada ao resgate de dois trabalhadores venezuelanos em obra de reforma de uma escola indígena em Guajará-Mirim.
Redação NC News
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O Governo de Rondônia foi incluído no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja” do trabalho escravo. A atualização foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (6).

O caso relacionado ao governo estadual envolve dois trabalhadores venezuelanos resgatados em 2025 durante uma obra de reforma de uma escola indígena em Guajará-Mirim. O serviço era realizado pela empresa Terra Forte Ltda., contratada pelo poder público estadual.

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Trabalhadores foram encontrados em obra de escola indígena

A fiscalização ocorreu em setembro de 2025 na aldeia indígena Ricardo Franco, localizada na Terra Indígena Rio Guaporé. Os dois venezuelanos trabalhavam em uma obra vinculada à Secretaria de Estado da Educação de Rondônia.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os trabalhadores foram encontrados em condições degradantes. A empresa Terra Forte, responsável pela execução do serviço terceirizado, também aparece entre os empregadores incluídos no cadastro.

Governo de Rondônia foi incluído em cadastro federal após caso envolvendo dois trabalhadores venezuelanos em obra de escola indígena.

Inclusão ocorre após processo administrativo

A presença de um empregador na chamada lista suja ocorre após a conclusão do processo administrativo relacionado à fiscalização e decisão administrativa definitiva sobre a procedência da autuação.

O cadastro é mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego e busca dar transparência às ações fiscais relacionadas ao combate ao trabalho análogo à escravidão. Os nomes permanecem publicados pelo período de dois anos.

Lista recebeu 82 novos empregadores

A atualização de outubro acrescentou 82 empregadores ao cadastro, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. Os casos identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026 envolveram 553 trabalhadores e trabalhadoras.

Os novos registros estão distribuídos por 21 unidades da Federação. Minas Gerais teve o maior número de ocorrências na atualização, com 19, seguida pela Bahia, com oito. Rondônia aparece com dois registros.

Cadastro é atualizado semestralmente

A lista é atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Nesta edição, 151 nomes deixaram o cadastro após completarem o período de dois anos de publicação.

Entre as atividades com maior número de novos registros estão criação de bovinos para corte, serviços domésticos, produção de carvão vegetal, produção de café e construção de edifícios.

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