O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a colocar a segurança pública no centro da campanha para o segundo turno da eleição presidencial e defendeu o avanço da PEC da Segurança. Nesta quarta-feira (7), o petista também apresentou uma frase que pretende associar ao discurso eleitoral: “Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão”.
A declaração ocorre em um momento em que Lula busca ampliar o espaço dedicado ao tema na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Desde o início do segundo turno, o presidente tem defendido uma atuação mais coordenada do governo federal com estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.
A segurança pública já havia sido apontada pelo petista como uma das prioridades desta nova etapa da campanha. Após o primeiro turno, Lula afirmou que os estados não conseguem enfrentar isoladamente organizações criminosas que passaram a atuar de maneira mais ampla e em diferentes atividades econômicas.
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Lula volta a defender PEC da Segurança
Uma das propostas usadas pelo presidente para sustentar esse discurso é a PEC da Segurança Pública. A medida modifica dispositivos da Constituição relacionados às competências da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na área.
A proposta busca ampliar a coordenação nacional das políticas de segurança e estabelecer uma atuação mais integrada entre os diferentes níveis de governo. O texto passou a ocupar espaço crescente na agenda política de Lula e também entrou no discurso eleitoral do presidente.
O tema já vinha sendo tratado pela campanha antes mesmo do primeiro turno. A estratégia do grupo político de Lula é apresentar a proposta como uma resposta ao avanço das organizações criminosas e defender uma participação maior da União na coordenação das ações de segurança.
Segurança ganha espaço no segundo turno
A mudança de tom ocorre em uma disputa presidencial na qual a segurança pública ocupa posição de destaque. Os candidatos apresentam propostas diferentes para combater facções, reduzir a violência e definir o papel do governo federal na área.
Lula tem argumentado que a estrutura atual exige maior integração nacional diante da expansão do crime organizado para diferentes estados e setores da economia.
Flávio Bolsonaro, adversário do petista no segundo turno, também coloca a segurança pública entre os principais temas de sua campanha. As propostas apresentadas pelos candidatos incluem diferenças sobre o papel da União, o funcionamento das forças policiais e as estratégias de enfrentamento às organizações criminosas.
PEC altera competências na segurança pública
A PEC da Segurança Pública, identificada no Congresso como PEC 18/2025, propõe mudanças nos artigos da Constituição que tratam das atribuições dos diferentes entes federativos na área.
A discussão envolve temas como integração das forças de segurança, atribuições da União, atuação de estados e municípios e funcionamento do Sistema Único de Segurança Pública.
O debate sobre a proposta atravessou 2025 e 2026 no Congresso e passou a fazer parte diretamente da campanha presidencial. Lula vem defendendo a medida como uma das ferramentas para ampliar a capacidade do Estado de enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras estaduais.
Disputa presidencial será decidida em 25 de outubro
Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial marcado para 25 de outubro. Os dois candidatos chegaram à etapa final depois da votação realizada no domingo (4).
Até o segundo turno, segurança pública, economia e temas sociais devem continuar entre os principais assuntos explorados pelas duas campanhas.
No caso de Lula, a defesa da PEC e o novo lema sobre proteção ao trabalhador e prisão de criminosos indicam que o presidente pretende intensificar a presença da segurança pública em seus discursos durante as semanas finais da campanha.