A disputa pelo Governo do Rio de Janeiro chega a esta quinta-feira (8) marcada pela incerteza sobre a realização do segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa um recurso relacionado à candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), cujo desfecho pode modificar o resultado da eleição.
Ruas terminou o primeiro turno, realizado no domingo (4), com 49,27% dos votos válidos considerados na apuração divulgada. Paes ficou em segundo lugar, com 42,76%. A controvérsia envolve os votos atribuídos a Garotinho, que teve o registro de candidatura indeferido.
Se os votos de Garotinho forem definitivamente excluídos do cálculo, a proporção recebida por Ruas poderá ultrapassar a maioria absoluta exigida para a vitória no primeiro turno. Nesse cenário, a disputa não precisaria ser decidida em 25 de outubro.
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Julgamento pode mudar o resultado da eleição
O processo envolve a tentativa de desistência de um recurso apresentado contra o indeferimento da candidatura de Garotinho. A validade dos votos recebidos pelo ex-governador está no centro da discussão jurídica.
A defesa de Eduardo Paes questiona os efeitos da desistência e sustenta que a alteração na contagem pode comprometer a realização do segundo turno.
Já a análise sobre a inelegibilidade de Garotinho considera condenações judiciais anteriores. O caso chegou ao TSE porque a definição sobre os votos atribuídos ao candidato interfere diretamente no resultado da disputa estadual.
Campanhas acompanham decisão
Enquanto aguardam o julgamento, os grupos políticos de Paes e Ruas acompanham a possibilidade de uma mudança no calendário eleitoral do estado.
Paes também declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência no segundo turno. Ruas é aliado do PL, partido de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula na disputa nacional.
A decisão do TSE será determinante para esclarecer se o Rio de Janeiro terá uma nova votação para governador ou se o resultado poderá ser definido com base nos votos do primeiro turno.
Até a conclusão do julgamento, a situação eleitoral permanece indefinida.