O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a saída de dois integrantes do primeiro escalão do governo nesta sexta-feira (3). As exonerações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.
A agora ex-ministra Gleisi Hoffmann deixou o comando da articulação política do governo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
A pasta é considerada estratégica por atuar diretamente na relação entre o Executivo e o Congresso Nacional.
Alckmin sai do ministério, mas segue como vice
Já Geraldo Alckmin deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Apesar disso, ele permanece na vice-presidência e deve integrar novamente a chapa presidencial ao lado de Lula.
A saída dos ministros atende à legislação eleitoral, que determina o afastamento de gestores públicos interessados em disputar cargos eletivos.
O prazo para desincompatibilização termina neste sábado (4), sendo uma etapa obrigatória do calendário eleitoral.
Governo avalia substituto para articulação política
Com a saída de Gleisi Hoffmann, o governo ainda busca um nome para assumir a Secretaria de Relações Institucionais.
A escolha é considerada delicada, já que o cargo exige forte capacidade de negociação com parlamentares e partidos.
Nomes políticos e técnicos estão no radar
Entre os cotados para a função estão:
- Otto Alencar
- José Guimarães
Também é avaliado o nome de Olavo Noleto, que possui perfil técnico e experiência na área, mas ainda é analisado pelo presidente.
Enquanto a decisão não é tomada, a pasta deve ser comandada de forma interina.
Substituição no MDIC deve ocorrer internamente
No ministério deixado por Geraldo Alckmin, a tendência é de continuidade administrativa.
O atual secretário-executivo, Márcio Elias Rosa, aparece como principal opção para assumir o cargo.
Mudanças fazem parte de reorganização do governo
As exonerações integram um movimento mais amplo de ajustes na equipe ministerial, com outros integrantes também deixando seus postos para disputar eleições.
O cenário indica uma reconfiguração política do governo em meio à aproximação do pleito de 2026.