A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quinta-feira (8), Anderson Rodrigues de Souza, acusado de matar a tiros a mulher trans Andressa Natalino dos Santos, em 23 de setembro, no Butantã, Zona Oeste da capital paulista. Durante o interrogatório, o suspeito confessou o homicídio e alegou que cometeu o crime porque a vítima teria pegado uma quantia em dinheiro que ele deixou cair no chão.
A prisão ocorreu durante uma operação do 51º Distrito Policial, que cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra o investigado. Na residência dele, os agentes encontraram um revólver calibre 38 com a numeração apagada, 15 munições intactas e objetos que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do assassinato.
O homem também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Ele permanece à disposição da Justiça e deve ser transferido para uma unidade prisional. A investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias do homicídio e verificar a versão apresentada pelo acusado.
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Suspeito alega que crime começou após dinheiro cair no chão
Em depoimento à polícia, Anderson afirmou que trabalhava como entregador por aplicativo quando deixou cair uma quantia em dinheiro.
Segundo a versão apresentada pelo investigado, Andressa estava acompanhada de outras duas mulheres trans, que teriam recolhido o valor e se recusado a devolvê-lo.
O suspeito declarou que encontrou Andressa dois dias depois, na Praça Monte Castelo, no Butantã. Na ocasião, estava armado e efetuou cinco disparos contra a vítima.
A alegação sobre o dinheiro faz parte do depoimento do acusado e ainda depende de verificação pelas autoridades. Não há confirmação independente de que a situação tenha ocorrido da maneira relatada por ele.
Assassinato foi registrado por câmeras de segurança
O crime aconteceu na noite de 23 de setembro e foi registrado por uma câmera de monitoramento instalada nas proximidades.
As imagens mostram a aproximação de um homem em uma motocicleta, utilizando uma mochila semelhante às usadas por entregadores de aplicativos.
O motociclista aborda Andressa e, após uma breve interação, realiza os disparos antes de fugir.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), mas não resistiu aos ferimentos.
Na época, a Polícia Civil iniciou as investigações para identificar o autor dos tiros e esclarecer a motivação do ataque.
Polícia apreendeu arma, motocicleta e roupas
Durante o cumprimento dos mandados nesta quinta-feira, os investigadores encontraram um revólver calibre 38 com a numeração suprimida.
Também foram apreendidas 15 munições intactas, além de peças de roupa, um capacete e uma motocicleta associados ao suspeito.
Segundo as informações divulgadas, os objetos correspondem aos itens que Anderson teria utilizado no dia do assassinato.
A apreensão poderá auxiliar na análise dos elementos materiais relacionados ao caso, incluindo a comparação com as imagens das câmeras de segurança.
A reportagem não informa se a arma apreendida já passou por exame balístico ou se foi confirmada como a utilizada nos disparos.
Investigado responde por homicídio qualificado
Anderson era alvo de um mandado de prisão temporária e de uma ordem de busca e apreensão.
Após ser localizado, ele foi conduzido à delegacia, onde confessou o assassinato durante interrogatório.
Além da investigação por homicídio qualificado, o suspeito foi autuado em flagrante pelo porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A classificação do homicídio e as circunstâncias do crime serão analisadas ao longo da investigação e de eventual processo judicial.
A confissão não encerra a apuração, que deve reunir os demais elementos de prova necessários ao esclarecimento dos fatos.
Próximos passos da investigação
O suspeito foi encaminhado à carceragem do distrito policial e aguarda transferência para uma unidade prisional.
A Polícia Civil deverá continuar analisando os materiais apreendidos e a versão apresentada pelo investigado sobre o suposto desentendimento envolvendo dinheiro.
Também caberá às autoridades verificar os elementos relacionados à motivação do crime e às circunstâncias em que Andressa foi abordada.
Até a última atualização, não havia informação sobre conclusão do inquérito ou denúncia apresentada pelo Ministério Público.
A prisão representa um avanço na investigação do assassinato ocorrido no Butantã, mas a responsabilização penal definitiva dependerá do andamento do caso na Justiça.