Manaus amanheceu novamente encoberta por uma densa camada de fumaça nesta sexta-feira (9) e enfrenta, pelo segundo dia consecutivo, uma situação crítica de poluição atmosférica. A capital amazonense registrou 235 pontos no Índice de Qualidade do Ar (AQI), segundo dados da plataforma internacional IQAir, às 7h, no horário local. O resultado é classificado como “muito insalubre” e representa riscos à saúde de toda a população.
A concentração de partículas finas PM2,5 chegou a 160 microgramas por metro cúbico, conforme o monitoramento apresentado pela IQAir. A fumaça está associada às queimadas registradas no Amazonas, que liberam poluentes capazes de se espalhar por grandes distâncias e comprometer a qualidade do ar nas cidades.
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Manaus enfrenta segundo dia de poluição intensa
Na quinta-feira (8), a capital já havia registrado a pior qualidade do ar do Brasil entre as cidades acompanhadas pela IQAir. Nesta sexta, a fumaça voltou a encobrir o céu, reduzindo a visibilidade e mantendo a preocupação com a exposição prolongada aos poluentes.
O problema está relacionado à ocorrência de incêndios florestais e queimadas na região. As condições meteorológicas também influenciam a dispersão da fumaça, que pode permanecer concentrada sobre a área urbana dependendo da circulação dos ventos e da ausência de chuvas.
O índice AQI é utilizado internacionalmente para indicar o nível de poluição atmosférica. Na escala adotada pela IQAir, valores entre 201 e 300 são considerados muito insalubres, enquanto índices superiores a 300 entram na categoria perigosa.
Queimadas aumentam no Amazonas
O agravamento da fumaça ocorre em meio ao aumento dos focos de calor no estado. Dados divulgados pelo Ministério Público de Contas do Amazonas apontam 644 registros entre 1º e 7 de outubro, contra 277 no mesmo período de 2025, um crescimento de aproximadamente 132%.
A situação também afetou a rotina de instituições de ensino. Na quinta-feira, universidades e unidades de ensino superior suspenderam atividades presenciais como medida de proteção a estudantes e servidores diante da má qualidade do ar.
Poluição pode afetar até pessoas saudáveis
As partículas PM2,5 estão entre os principais riscos associados à fumaça das queimadas. Por serem extremamente pequenas, podem penetrar profundamente no sistema respiratório e agravar problemas pulmonares e cardiovasculares.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias precisam de atenção especial, mas mesmo indivíduos saudáveis podem apresentar irritação nos olhos, tosse, dor de garganta e dificuldade para respirar.
Durante os períodos de poluição intensa, a recomendação é evitar exercícios físicos ao ar livre, reduzir a exposição à fumaça, manter os ambientes internos protegidos e utilizar máscaras PFF2 quando for necessário sair de casa.
Como acompanhar a qualidade do ar?
Os índices de poluição são atualizados ao longo do dia e podem variar rapidamente. A população pode acompanhar as medições pela plataforma IQAir, na página dedicada a Manaus.
Embora os indicadores registrados sejam extremamente elevados, o índice AQI isoladamente não permite afirmar que Manaus tenha a pior qualidade do ar de todo o mundo. Para essa comparação, é necessário consultar um ranking internacional que utilize dados equivalentes e o mesmo período de medição.
Enquanto as queimadas persistirem, a qualidade do ar poderá continuar oscilando, mantendo a necessidade de atenção aos alertas ambientais e às orientações de saúde.
