O ator Brad Pitt defendeu o uso da inteligência artificial (IA) como ferramenta para reduzir custos e viabilizar filmes de médio orçamento em Hollywood. Para o astro, a tecnologia pode ajudar produções que enfrentam dificuldades para conseguir financiamento, especialmente aquelas que dependem de efeitos visuais complexos.
Em entrevista repercutida pela revista Variety, Pitt afirmou que a IA pode beneficiar filmes com orçamentos entre US$ 40 milhões e US$ 90 milhões. Apesar de reconhecer o potencial da tecnologia, ele demonstrou preocupação com a possibilidade de reproduzir digitalmente atuações humanas sem preservar as escolhas criativas dos artistas.
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Brad Pitt vê oportunidade para filmes de médio orçamento
Segundo o ator, a resistência à inteligência artificial não deve impedir que a indústria cinematográfica avalie suas aplicações práticas. O uso da tecnologia na criação de efeitos visuais, por exemplo, pode tornar financeiramente possíveis cenas que antes exigiriam investimentos elevados.
A discussão é especialmente relevante para produções que não contam com os orçamentos de grandes franquias, mas ainda precisam de recursos técnicos para competir no mercado.
Pitt defende que a IA seja utilizada como uma ferramenta de apoio à produção, e não necessariamente como substituta do trabalho criativo realizado por profissionais do cinema.

Ator questiona reprodução de performances por IA
Embora veja vantagens no uso da tecnologia, Brad Pitt adotou um tom mais cauteloso ao comentar a possibilidade de sistemas de inteligência artificial recriarem suas atuações.
O ator explicou que uma reprodução digital pode até imitar características de uma interpretação, mas não necessariamente consegue representar as decisões e descobertas feitas pelo artista durante o processo de criação de um personagem.
Para ele, a identidade de uma atuação não está apenas na aparência ou na voz do intérprete, mas também nas escolhas realizadas durante as gravações.
Brad Pitt revela cuidado com imagens digitais do próprio corpo
Durante a entrevista, o astro também comentou uma prática já utilizada há anos em Hollywood: o escaneamento digital dos corpos dos atores para efeitos especiais, rejuvenescimento e outras aplicações visuais.
Pitt revelou que costuma estabelecer regras contratuais sobre a propriedade e o destino desses arquivos digitais. Segundo ele, os registros de seu corpo eram destruídos após o uso, como forma de manter controle sobre sua imagem.
O avanço da inteligência artificial amplia esse debate, já que modelos digitais podem ser utilizados para criar novas cenas ou reproduzir características de artistas sem a necessidade de uma gravação convencional.
Uso de IA divide opiniões em Hollywood
A inteligência artificial tem provocado discussões sobre direitos de imagem, remuneração, autoria e preservação dos empregos na indústria audiovisual.
Enquanto parte dos profissionais considera a tecnologia uma oportunidade para ampliar as possibilidades de produção, outros alertam para os riscos de substituir trabalhadores e utilizar imagens ou vozes sem autorização.
As preocupações também envolvem a necessidade de transparência sobre quais elementos de um filme foram criados ou modificados com inteligência artificial.
A posição de Brad Pitt acrescenta uma perspectiva ao debate: a tecnologia pode ajudar a produzir filmes que enfrentam limitações financeiras, mas seu uso exige atenção aos direitos e à contribuição artística de quem participa das obras.