Avião que caiu em BH teve certificado renovado horas antes do acidente

Documento da aeronave foi atualizado pela Anac nesta sexta-feira (9), com validade até outubro de 2027; piloto morreu carbonizado após queda no metrô
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O avião monomotor que caiu no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (9), teve o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) renovado horas antes do acidente.

Segundo informações obtidas pela NC News por meio de fontes próximas, a atualização do documento foi registrada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) justamente neste mesmo dia da queda, em que a validade ocorreria somente em 9 de outubro de 2027, ou seja, daqui há um ano. O piloto, único ocupante da aeronave, morreu carbonizado.

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A aeronave, de matrícula PT-VHE, foi fabricada em 1988 pela Neiva e pertence ao modelo EMB-711ST, conhecido como Corisco Turbo. O avião tem capacidade para quatro ocupantes, incluindo o piloto, e havia decolado do Aeroporto da Pampulha minutos antes de cair na região da estação São Gabriel, na Região Nordeste da capital mineira.

Conforme os registros da Anac citados pela publicação, o monomotor estava em nome de uma empresa de importação e exportação de frutas desde setembro de 2020.

O que significa a renovação do certificado?

O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade é um documento relacionado à avaliação das condições técnicas e à regularidade das manutenções exigidas para a operação de uma aeronave.

Em entrevista ao jornal O Tempo, o piloto Esteván Velásquez, sócio da VelAir Escola de Aviação, explicou que a inspeção envolve a verificação do cumprimento dos programas de manutenção e das diretrizes técnicas aplicáveis ao avião.

Segundo ele, é possível que a avaliação tenha sido concluída na quinta-feira (8), antes da atualização do documento no sistema da Anac, realizada nesta sexta-feira.

O especialista também considera possível que o voo realizado na manhã do acidente tenha sido o primeiro após a renovação do certificado. Essa informação, porém, ainda não foi confirmada oficialmente.

A atualização documental não significa, necessariamente, que uma manutenção mecânica tenha sido realizada horas antes da queda. Também não é possível estabelecer qualquer relação entre a renovação e as causas do acidente sem o resultado da investigação.

Avião caiu minutos após deixar a Pampulha

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), testemunhas relataram que a aeronave voava em baixa altitude quando foram ouvidos estouros, seguidos de um rastro de fumaça.

O monomotor atingiu uma estrutura de galpão e a fiação elétrica no pátio de manutenção do metrô, antes de cair sobre os trilhos e pegar fogo.

As equipes utilizaram espuma mecânica para combater as chamas. Nenhum vagão foi atingido, e a operação do metrô não foi interrompida, conforme informações da concessionária Metrô BH.

As causas da queda ainda não foram esclarecidas e deverão ser apuradas pelos órgãos responsáveis pela investigação de acidentes aeronáuticos.

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