O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (9) aos 209.067 pontos, uma alta de 1,38% e novo recorde de fechamento. No mercado de câmbio, o dólar recuou 0,79% e terminou o dia cotado a R$ 4,9845.
O movimento ocorreu em uma sessão marcada pela atenção dos investidores ao cenário eleitoral, aos novos dados de inflação no Brasil e às incertezas envolvendo o petróleo e o conflito no Oriente Médio.
Com o resultado desta sexta-feira, o Ibovespa acumula alta de 8,82% na semana, 12,20% no mês e 29,75% no ano. O dólar, por sua vez, registra queda de 4,43% na semana, 3,67% no mês e 9,19% no acumulado de 2026.
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Bolsa renova recorde com eleições no radar
O cenário eleitoral voltou a influenciar as expectativas dos investidores. A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto, contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar da diferença de quatro pontos, o Datafolha considera o resultado um empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Nos votos válidos, Flávio aparece com 52%, contra 48% de Lula.
O levantamento ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e registro BR-0949/2026 na Justiça Eleitoral.
Mercado acompanha disputa presidencial
A eleição entrou no radar do mercado porque mudanças na Presidência podem alterar expectativas sobre política fiscal, gastos públicos, juros, empresas estatais e outras áreas que influenciam os preços dos ativos.
O resultado desta sexta-feira, porém, não pode ser atribuído exclusivamente à pesquisa eleitoral. Bolsa e câmbio também respondem a fatores internacionais, inflação, juros, preços de commodities, resultados empresariais e fluxo de capital.
Inflação também movimentou os investidores
Outro destaque do dia foi a inflação brasileira. O índice avançou 0,82% em setembro, depois de registrar queda de 0,32% no mês anterior.
A alta foi influenciada principalmente pelo grupo Habitação, com o fim do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica, e por Transportes, diante da elevação das passagens aéreas e dos combustíveis.
Os dados de inflação são acompanhados de perto pelo mercado porque ajudam a formar as expectativas sobre a trajetória dos juros e sobre as próximas decisões da política monetária.
Dólar termina abaixo de R$ 5
O dólar comercial fechou a sessão a R$ 4,9845, com queda de 0,79%. A moeda americana acumula recuo de 9,19% em relação ao início do ano.
A cotação abaixo de R$ 5 também reflete a combinação de fatores domésticos e externos acompanhada pelos investidores. O fluxo de recursos para ativos brasileiros, as expectativas sobre juros e o cenário político estão entre os elementos observados pelo mercado.
Petróleo segue pressionado pelo conflito no Oriente Médio
O petróleo também esteve entre os principais assuntos da sessão. As incertezas sobre o conflito no Oriente Médio continuam influenciando as cotações da commodity.
Na quinta-feira (8), Donald Trump afirmou que não pretendia atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e mencionou conversas consideradas produtivas com Teerã. Ao mesmo tempo, permanecem dúvidas relacionadas ao bloqueio das exportações iranianas e aos ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz.
Perto das 17h desta sexta-feira, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,21%, negociado a US$ 104,06. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava na mesma proporção, a US$ 91,30.
Mercados internacionais também fecharam em alta
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street terminaram o pregão em alta. O Dow Jones avançou 0,83%, o S&P 500 subiu 0,58% e o Nasdaq Composite teve alta de 0,64%.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1%, enquanto o DAX, da Alemanha, avançou 1,13%, o CAC-40, da França, subiu 0,95%, e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 1,06%.
Na Ásia, o comportamento foi misto. O índice de Xangai subiu 0,05%, o CSI300 avançou 0,16%, o Nikkei recuou 0,02% e o Hang Seng ganhou 1,79%.
Ibovespa acumula forte valorização em 2026
Com o novo recorde, o Ibovespa acumula valorização de 29,75% em 2026. O desempenho também ganhou força nos últimos pregões, especialmente depois do primeiro turno das eleições presidenciais.
Na segunda-feira (5), primeiro pregão após a votação, o índice ultrapassou pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos e chegou a superar 209 mil pontos durante a sessão. O movimento foi acompanhado por forte queda do dólar e entrada expressiva de recursos estrangeiros na Bolsa.
Naquele pregão, investidores passaram a reavaliar as perspectivas para a política econômica brasileira após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula. Desde então, o cenário eleitoral permanece entre os principais fatores observados pelos mercados.
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