A cantora Giulia Be escolheu um dos cenários mais importantes da história do Brasil para celebrar seu casamento religioso com Conor Kennedy, neste sábado (10). A cerimônia está prevista para acontecer na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro do Rio de Janeiro, o mesmo local onde a princesa Isabel se casou com o conde d’Eu, em 1864, há 162 anos.
A escolha do templo une duas famílias de grande projeção histórica. De um lado, a lembrança da monarquia brasileira; do outro, a ligação de Conor com a família Kennedy, uma das mais conhecidas da política norte-americana. O noivo é filho de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde dos Estados Unidos.
O casamento integra uma programação de três dias organizada pelo casal no Rio de Janeiro. As comemorações começaram na quinta-feira (8), com um jantar de boas-vindas, e incluíram uma bênção aos pés do Cristo Redentor, na sexta-feira (9). Após a cerimônia religiosa deste sábado, está prevista uma festa em uma mansão no Jardim Botânico, na Zona Sul carioca.
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Igreja recebeu casamento da princesa Isabel em 1864
A Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé foi palco de um dos casamentos mais importantes do período imperial brasileiro. Em 15 de outubro de 1864, a princesa Isabel, filha de Dom Pedro II e herdeira do trono, oficializou sua união com Gastão de Orléans, conhecido como conde d’Eu.
Na época, o templo era chamado de Capela Imperial e recebia as principais celebrações religiosas da família imperial. O casamento também tinha importância política, já que aproximava a monarquia brasileira da Casa de Orléans, ligada à antiga realeza francesa.
A cerimônia foi conduzida por Dom Manoel Joaquim da Silveira, então arcebispo da Bahia e primaz do Brasil, conforme registros históricos reunidos pela Brasiliana Fotográfica, projeto da Biblioteca Nacional.
Templo também recebeu coroações de imperadores
A importância da igreja vai além do casamento da princesa Isabel. O edifício, cuja história remonta ao período colonial, ganhou destaque com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, em 1808.
Naquele ano, Dom João VI transformou o espaço em Capela Real. Depois da Independência, em 1822, o templo passou a ser conhecido como Capela Imperial.
Foi ali que ocorreram as cerimônias de coroação de Dom Pedro I e Dom Pedro II, dois acontecimentos fundamentais da história da monarquia brasileira.
O local permaneceu como importante sede religiosa até 1976, quando a inauguração da atual Catedral Metropolitana de São Sebastião transferiu a sede episcopal. Desde então, passou a ser conhecido como Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.
Casamento de Giulia Be reúne tradição brasileira e família Kennedy
A união de Giulia Be com Conor Kennedy também aproxima duas histórias familiares de diferentes países. Conor é integrante da família Kennedy, que teve entre seus principais representantes o ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, assassinado em 1963.
O casal escolheu o Rio de Janeiro para uma celebração que reúne elementos da cultura brasileira e tradições religiosas. A programação incluiu uma visita ao Cristo Redentor, um dos monumentos mais conhecidos do país.
A cerimônia na Antiga Sé acrescenta um significado histórico à celebração. Mais de um século e meio depois do casamento da princesa Isabel, o templo volta a receber uma união com projeção internacional.
Festa está prevista para mansão no Jardim Botânico
Depois da cerimônia religiosa, Giulia Be e Conor Kennedy devem receber familiares e convidados em uma mansão localizada no Jardim Botânico, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro.
A comemoração encerra os três dias de eventos preparados pelo casal. A escolha da cidade e dos locais históricos reforça a presença de elementos brasileiros na celebração.
A programação divulgada prevê que a cerimônia religiosa e a festa aconteçam neste sábado (10). Até o momento, não há confirmação independente de que os eventos tenham sido concluídos.