A corrida eleitoral de 2026 já provoca mudanças nos governos estaduais. Ao todo, 11 governadores renunciaram aos mandatos dentro do prazo legal para se tornarem elegíveis na disputa de outubro.
Veja quais governadores deixaram o cargo
Entre os nomes que abriram mão do comando dos estados estão:
- Ronaldo Caiado (PSD) – pré-candidato à Presidência
- Romeu Zema (Novo) – pré-candidato à Presidência
Também deixaram o cargo com foco no Senado:
- Antonio Denarium (Republicanos)
- Cláudio Castro (PL)
- Ibaneis Rocha (MDB)
- Gladson Cameli (PP)
- Helder Barbalho (MDB)
- João Azevêdo (PSB)
- Mauro Mendes (União Brasil)
- Renato Casagrande (PSB)
- Wilson Lima (União Brasil)
Mudança de última hora no Amazonas
No Amazonas, o cenário teve reviravolta. Wilson Lima decidiu deixar o cargo no último dia do prazo, após inicialmente afirmar que permaneceria no governo.
Ele agora entra na disputa por uma vaga no Senado.
Senado ganha protagonismo nas eleições
A eleição de 2026 vai renovar dois terços do Senado, o equivalente a 54 cadeiras. Por isso, a disputa é considerada estratégica tanto para aliados do governo quanto para a oposição.
A Casa tem papel central em decisões importantes, como indicações ao Supremo Tribunal Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao Banco Central.
Lei obriga afastamento de cargos públicos
A legislação eleitoral determina que governadores e outros ocupantes de cargos executivos deixem suas funções caso queiram disputar eleições, evitando uso indevido da máquina pública.
A única exceção é para quem busca reeleição, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Renúncia é definitiva
Quem deixa o cargo não pode retornar, mesmo que desista da candidatura ou seja derrotado nas urnas.
A saída é apenas uma exigência legal — a confirmação oficial dos candidatos ocorre somente após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Mudanças no comando dos estados
Com a saída dos governadores, os vices assumem o comando dos estados e, em muitos casos, também podem disputar cargos eletivos.
No Amazonas, após renúncias consecutivas, o governo passou para o presidente da Assembleia Legislativa, alterando o cenário político local.
Caso do Rio terá definição do STF
No Rio de Janeiro, a situação é atípica devido à ausência de vice-governador.
O Supremo Tribunal Federal deverá decidir se haverá eleição direta ou indireta para um mandato temporário.
Cenário político segue em construção
Apesar das movimentações, os nomes ainda precisam ser oficializados. O cenário eleitoral deve ganhar mais definição a partir de agosto, quando ocorrem as convenções partidárias.
Até lá, articulações políticas seguem intensas em todo o país.