A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) solicitou apoio das forças de segurança e a investigação de um episódio envolvendo um grupo que entrou no campus de Arapiraca, no interior do estado, na noite de quinta-feira (8). Segundo relatos, os homens pretendiam retirar cartazes afixados por estudantes com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e ao vice de sua chapa, Alfredo Gaspar (PL).
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, entre oito e dez homens chegaram ao local em duas caminhonetes com imagens relacionadas à campanha de Flávio Bolsonaro. Ao entrarem na universidade, eles teriam procurado responsáveis pela instituição e alegado que os cartazes apresentavam irregularidades.
Uma professora conversou com o grupo e afirmou que, caso considerassem o material ilegal, os envolvidos deveriam recorrer à Justiça, em vez de tentar removê-lo por conta própria. Testemunhas relataram que os homens se exaltaram e intimidaram a docente após serem impedidos de retirar os cartazes.
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Após o episódio, estudantes, servidores e professores procuraram a reitoria para relatar o ocorrido e pedir proteção à comunidade acadêmica.
Em resposta, a gestão central da Ufal informou que encaminhou solicitações à Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral, além da Prefeitura e da Câmara Municipal de Arapiraca. O objetivo é apurar os fatos, identificar os responsáveis e garantir a segurança no ambiente universitário.
A instituição também pediu o reforço do monitoramento e do policiamento nas áreas externas dos campi de Arapiraca e Maceió. A medida busca prevenir novos episódios de intimidação e evitar confrontos que possam comprometer as atividades acadêmicas.
Ufal defende liberdade de manifestação
A universidade manifestou preocupação com as ameaças e agressões verbais relatadas por integrantes da comunidade acadêmica. A gestão prestou solidariedade à professora e aos estudantes envolvidos e reafirmou que não tolera violência, intimidação ou coerção em suas dependências.
A instituição também destacou a importância de preservar a liberdade de expressão, o respeito à diversidade de opiniões e o caráter democrático das universidades públicas.
O caso também chegou ao Ministério Público Federal, que instaurou procedimentos para apurar a ocorrência e encaminhou informações à Polícia Federal. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do episódio e avaliar eventuais responsabilidades, sem antecipar conclusões sobre os envolvidos.