A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 367,7 mil em contas bancárias de Adriana Sant’Anna para garantir o pagamento de uma dívida que já supera R$ 1,4 milhão em nome dela e do marido, o cantor Rodrigo Gomes Simoni, o Rodrigão, por causa da saída dele do projeto musical Os Marvados.
Por que a Justiça bloqueou as contas de Adriana Sant’Anna e Rodrigão?
O bloqueio de R$ 367,7 mil foi autorizado como parte de uma execução provisória de sentença, aberta pela WFA Marketing e Eventos, após a Justiça reconhecer que houve descumprimento de contrato na saída de Rodrigão do grupo Os Marvados.
O processo começou depois que o cantor rompe, sem acordo com a empresa, um contrato de três anos para integrar o projeto. A WFA afirma que “o encerramento da relação profissional não respeitou as condições contratuais e gerou prejuízos financeiros à empresa”.
Em decisão de março de 2022, a Justiça julgou a ação parcialmente procedente e condenou Rodrigão ao pagamento de R$ 400 mil de multa contratual, além de indenização por danos morais. No mesmo processo, “Adriana Sant’Anna também foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais”, segundo a sentença.
O valor total cobrado hoje ultrapassa R$ 1,4 milhão, somando multa, indenizações, correção, juros, honorários e custas. Como o casal não quitou a dívida nem indicou bens para garantir a execução, o juiz autorizou buscas patrimoniais via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SISBAJUD), que localizou R$ 367,7 mil nas contas de Adriana. Até agora, não foram encontrados valores em nome de Rodrigão.
Qual é o valor da dívida que Adriana Sant’Anna e Rodrigão têm com o ex-empresário do Jeito Moleque?
A cobrança em execução provisória supera R$ 1,4 milhão, valor que engloba a multa contratual de R$ 400 mil, indenizações por danos morais e acréscimos determinados pela Justiça.
De acordo com os cálculos apresentados no processo, cerca de R$ 1,21 milhão são atribuídos individualmente a Rodrigão. Outros R$ 218 mil são cobrados em regime de responsabilidade solidária do casal, modelo em que qualquer um dos dois pode ser acionado para pagar a parte comum da dívida.
A ação é movida pela WFA Marketing e Eventos, ligada ao empresário Fábio Ponte, conhecido por ter sido empresário do grupo de pagode Jeito Moleque. Ele busca receber os valores que diz ter deixado de ganhar com a saída antecipada de Rodrigão do projeto Os Marvados.
Entenda o contexto
O conflito judicial nasce da decisão de Rodrigão de deixar Os Marvados em janeiro de 2017. O contrato previa três anos de duração e estabelecia multa em caso de rescisão unilateral sem justificativa prevista. O cantor comunicou a saída à empresa e, dias depois, tornou a decisão pública nas redes sociais.
Para a WFA, a ruptura não seguiu o que estava escrito e afetou a programação de shows e o planejamento financeiro. A empresa afirma que teve prejuízos materiais e de imagem ao perder um dos integrantes do projeto musical antes do prazo acordado.
Depois de a ação ser julgada parcialmente procedente em primeira instância, a condenação foi mantida em segunda instância. Mesmo assim, Adriana e Rodrigão continuam recorrendo e tentam levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que mantém a disputa em aberto.
Enquanto os recursos tramitam, o cumprimento provisório de sentença permite que a WFA tente receber os valores desde já. O bloqueio nas contas de Adriana é uma dessas medidas e não encerra o processo: o resultado dos recursos ainda pode alterar o desfecho ou o valor final da dívida.
O casal, que ficou conhecido no Big Brother Brasil 11 e hoje atua no entretenimento e nas redes sociais, participou recentemente de um leilão de animais, evento que ganhou ainda mais visibilidade após a divulgação do bloqueio e da dívida milionária, ampliando o impacto público do caso.