O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apura uma falha na propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), exibida nesta segunda-feira (12) na televisão. As imagens do programa foram transmitidas normalmente, mas o áudio da campanha não foi reproduzido durante a veiculação.
A investigação busca identificar em qual etapa ocorreu o problema técnico. A análise considera desde o arquivo encaminhado pela campanha até os procedimentos de geração e distribuição do sinal para as emissoras.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que participa da estrutura de distribuição do sinal da propaganda eleitoral, afirmou que a falha não teve origem na empresa. Segundo a EBC, as campanhas de Lula e Flávio fazem o upload dos arquivos em uma plataforma administrada pelo pool de emissoras, organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
LEIA TAMBÉM
Propaganda de Flávio Bolsonaro vai ao ar sem som na TV nesta 2ª feira
TSE quer descobrir onde ocorreu a falha
O problema ocorreu durante a exibição da propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro nesta segunda-feira (12). O vídeo apareceu nas telas das emissoras, mas sem o áudio que acompanhava o material.
De acordo com as informações divulgadas, ainda não é possível afirmar se o arquivo enviado pela campanha apresentava algum problema, se houve uma falha durante a geração do conteúdo ou se o erro aconteceu no processo de distribuição.
Por isso, o TSE abriu uma apuração técnica para identificar a origem do defeito e verificar em que ponto da cadeia de transmissão ocorreu a interrupção do áudio.
Como funciona a distribuição da propaganda
Nas Eleições 2026, existe uma estrutura específica para receber e distribuir os materiais da propaganda eleitoral gratuita. O TSE estabeleceu um pool de emissoras responsável pela geração dos programas em bloco e pela distribuição do sinal.
A regulamentação determina que as mídias destinadas aos programas em bloco sejam encaminhadas pelas campanhas ao pool de emissoras por plataformas digitais certificadas. O sinal gerado é então distribuído às emissoras responsáveis pela transmissão.
A resolução do TSE também estabelece que as mídias ficam sob guarda do grupo de emissoras e à disposição da Justiça Eleitoral pelo prazo determinado nas regras.
EBC nega responsabilidade pela falha
A EBC afirmou que o problema de áudio não teve origem na empresa. Segundo a estatal, as campanhas são responsáveis por fazer o upload dos arquivos de propaganda em um site administrado pelo pool de emissoras.
A EBC participa da estrutura técnica definida para as Eleições 2026, mas a distribuição da propaganda presidencial segue um sistema que envolve o TSE e o grupo de emissoras responsável pela geração e transmissão do horário eleitoral.
O próprio TSE informa que o pool de emissoras recebe as mídias e realiza a geração do sinal da propaganda eleitoral gratuita. A estrutura funciona nas dependências do tribunal, em Brasília.
Campanhas enviam os arquivos antes da veiculação
As regras eleitorais estabelecem procedimentos específicos para o envio dos materiais. Para a televisão, as mídias dos programas em bloco são encaminhadas ao pool de emissoras por plataformas digitais certificadas.
Já as inserções seguem procedimentos próprios, com envio dos materiais e mapas de mídia conforme os prazos e canais definidos pelo TSE.
A regulamentação busca garantir que os conteúdos sejam recebidos, conferidos e disponibilizados às emissoras responsáveis pela transmissão da propaganda eleitoral.
Falha acontece durante segundo turno
O problema ocorre no segundo turno das Eleições 2026, disputado por Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A propaganda eleitoral gratuita para presidente começou a ser exibida em 9 de outubro, conforme o calendário definido pelo TSE.
A etapa atual da campanha é marcada por intensa disputa entre os dois candidatos, inclusive no ambiente digital e na propaganda eleitoral. O TSE tem analisado diferentes pedidos relacionados a conteúdos divulgados pelas campanhas.
No caso da propaganda exibida sem áudio, a apuração tem caráter técnico e deverá esclarecer se houve problema no arquivo, na preparação do material, na geração do sinal ou em alguma etapa posterior da transmissão.
O que acontece agora
A Justiça Eleitoral deverá analisar as informações técnicas disponíveis para identificar a origem da falha. A partir dessa conclusão, poderá ser avaliado se houve alguma irregularidade eleitoral e quais providências devem ser adotadas.
Até o momento, não havia informação conclusiva sobre a causa do problema nem indicação de que a falha tenha sido provocada de forma intencional.
O caso permanece em apuração pelo TSE, enquanto a propaganda eleitoral do segundo turno segue sendo transmitida pelas emissoras conforme o plano de mídia definido pela Justiça Eleitoral.