Câncer do Netinho: entenda o linfoma não Hodgkin e os sintomas que exigem atenção

Cantor morreu aos 60 anos após enfrentar um linfoma não Hodgkin de células B, diagnosticado em 2025. Doença afeta o sistema imunológico e pode provocar ínguas persistentes, febre, suor noturno e perda de peso sem explicação.
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A morte causada por câncer do Netinho, aos 60 anos, nesta terça-feira (13), chamou a atenção para o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável por parte das defesas do organismo. Conhecido por sucessos como “Milla” e “Beijo na Boca”, o artista recebeu o diagnóstico em 2025 e enfrentava uma nova fase de tratamento após o retorno da doença.

O câncer enfrentado por Netinho pertence a um grupo de doenças que atingem os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. O linfoma não Hodgkin pode apresentar evolução lenta ou agressiva, dependendo do subtipo. Entre os principais sintomas estão ínguas persistentes, febre sem causa aparente, suor noturno intenso, cansaço e perda de peso inexplicada.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar aproximadamente 12,5 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano entre 2026 e 2028. Embora alguns tipos da doença sejam agressivos, existem tratamentos capazes de controlar o câncer e, em determinados casos, alcançar a cura.

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O que é o linfoma não Hodgkin, câncer enfrentado por Netinho?

O linfoma não Hodgkin é um conjunto de cânceres que se desenvolvem no sistema linfático, formado por órgãos, tecidos e vasos que participam da defesa do organismo contra infecções.

A doença surge quando os linfócitos, células do sistema imunológico, passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Esse processo pode provocar o aumento dos gânglios linfáticos e comprometer diferentes órgãos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem diferentes tipos de linfoma não Hodgkin, classificados conforme as características das células afetadas e o comportamento da doença.

Alguns subtipos apresentam crescimento lento e podem permanecer controlados durante anos. Outros evoluem rapidamente e exigem tratamento imediato.

No caso de Netinho, o diagnóstico divulgado foi de linfoma não Hodgkin de células B, grupo de linfomas que afeta células responsáveis pela produção de anticorpos.

Qual era o câncer de Netinho e como a doença evoluiu?

Netinho recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em 2025, após apresentar dores nas costas e dificuldade para caminhar.

O cantor iniciou tratamento contra o câncer, mas anunciou em 2026 que a doença havia retornado, exigindo novas sessões de quimioterapia.

A recidiva, nome dado ao reaparecimento do câncer após um período de resposta ao tratamento, pode ocorrer em diferentes tipos de linfoma.

O quadro clínico do artista evoluiu com insuficiência renal e disfunção de múltiplos órgãos, conforme as informações divulgadas sobre sua morte.

É importante destacar que essas complicações não ocorrem necessariamente em todos os pacientes com linfoma não Hodgkin. A evolução depende do subtipo da doença, das condições clínicas e da resposta ao tratamento.

Quais são os primeiros sintomas do linfoma não Hodgkin?

Um dos sinais mais conhecidos do linfoma não Hodgkin é o aumento dos gânglios linfáticos, popularmente chamados de ínguas. Esses caroços podem aparecer principalmente no pescoço, nas axilas e nas virilhas.

Em muitos casos, os gânglios aumentados não provocam dor, o que pode fazer com que o sintoma passe despercebido inicialmente.

Os principais sinais de alerta incluem:

Aumento persistente dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço, nas axilas e nas virilhas.

Febre recorrente ou persistente sem causa aparente.

Suor noturno excessivo, capaz de molhar roupas e lençóis.

Perda de peso involuntária e sem explicação.

Cansaço intenso e persistente.

Coceira na pele sem causa evidente.

Os sintomas podem variar conforme a localização e o tipo de linfoma. Quando a doença atinge órgãos internos, também podem surgir manifestações específicas, como desconforto abdominal.

O Inca orienta que sintomas persistentes sejam investigados, principalmente quando não desaparecem após alguns dias ou surgem sem uma causa identificável.

A presença desses sinais não significa necessariamente câncer. Infecções e outras condições também podem provocar aumento dos gânglios, febre e cansaço.

Como é feito o diagnóstico do linfoma não Hodgkin?

O diagnóstico do linfoma não Hodgkin começa com a avaliação médica dos sintomas, do histórico clínico e das alterações identificadas no exame físico.

Quando existe suspeita da doença, podem ser solicitados exames de sangue e de imagem para investigar os gânglios linfáticos e outras regiões do organismo.

A confirmação geralmente depende de uma biópsia, procedimento em que uma amostra do tecido suspeito é retirada para análise laboratorial.

Esse exame permite identificar as características das células e determinar o subtipo do linfoma, informação essencial para a escolha do tratamento.

Tomografia computadorizada, ressonância magnética e outros exames podem ser utilizados para avaliar a extensão da doença.

Segundo o Inca, a investigação adequada é importante porque o linfoma não Hodgkin reúne doenças com comportamentos diferentes, que exigem abordagens terapêuticas específicas.

Linfoma não Hodgkin tem cura?

Sim. O linfoma não Hodgkin pode ter cura, mas as possibilidades variam conforme o subtipo, o estágio da doença, a idade, as condições clínicas e a resposta do paciente ao tratamento.

Alguns linfomas de crescimento rápido podem responder bem às terapias disponíveis e alcançar remissão duradoura.

Já determinados linfomas de evolução lenta podem exigir acompanhamento prolongado e tratamentos destinados a controlar a doença ao longo dos anos.

Por isso, não existe uma única estimativa de cura que possa ser aplicada a todos os pacientes diagnosticados com linfoma não Hodgkin.

O prognóstico deve ser avaliado individualmente pela equipe médica, considerando os resultados dos exames e as características específicas do câncer.

Quais são os tratamentos para o linfoma não Hodgkin?

O tratamento do linfoma não Hodgkin depende principalmente do tipo de célula afetada, da extensão da doença e das condições de saúde do paciente.

Segundo o Inca, as principais modalidades terapêuticas incluem quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.

A quimioterapia utiliza medicamentos destinados a destruir ou controlar a multiplicação das células cancerígenas.

A imunoterapia emprega tratamentos que atuam sobre alvos específicos das células do linfoma, auxiliando o organismo no combate à doença.

A radioterapia pode ser indicada para reduzir ou eliminar células tumorais em regiões determinadas do corpo.

Em situações selecionadas, também podem ser consideradas outras estratégias, como transplante de células-tronco hematopoéticas e terapias especializadas.

A escolha do tratamento depende da avaliação de especialistas, e nem todos os pacientes precisam receber as mesmas combinações de medicamentos ou procedimentos.

As informações sobre as modalidades terapêuticas estão disponíveis na página oficial do Inca sobre linfoma não Hodgkin.

O que pode aumentar o risco de desenvolver linfoma?

As causas exatas de muitos casos de linfoma não Hodgkin ainda não são completamente conhecidas.

Entretanto, algumas condições estão associadas a um risco aumentado de desenvolvimento da doença.

Entre os fatores reconhecidos estão alterações do sistema imunológico, determinadas infecções e situações que provocam imunossupressão prolongada.

Pessoas com comprometimento da imunidade, incluindo aquelas que utilizam medicamentos imunossupressores após transplantes, podem apresentar risco aumentado para alguns tipos de linfoma.

Isso não significa que todas as pessoas expostas a esses fatores desenvolverão a doença.

O linfoma também pode surgir em pacientes que não apresentam fatores de risco conhecidos.

Quantos casos de linfoma não Hodgkin são registrados no Brasil?

O Brasil deve registrar 12.560 novos casos de linfoma não Hodgkin por ano no período de 2026 a 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer.

Desse total, são esperados aproximadamente 6.580 diagnósticos anuais entre homens e 5.980 entre mulheres.

Os dados fazem parte das estimativas nacionais de incidência de câncer para o triênio 2026-2028, utilizadas no planejamento de políticas públicas de saúde.

O levantamento não representa o número exato de diagnósticos já confirmados, mas uma projeção epidemiológica sobre a ocorrência da doença no país.

Além do linfoma não Hodgkin, o Brasil enfrenta o desafio de ampliar o diagnóstico e o tratamento de diferentes tipos de câncer.

De acordo com o Inca, a estimativa nacional é de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, considerando todos os tipos de neoplasias incluídos no levantamento.

Quando procurar um médico por suspeita de linfoma?

A recomendação é procurar avaliação médica quando surgirem alterações persistentes, especialmente ínguas que não desaparecem, febre sem causa identificada, suor noturno intenso

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