Ex-presidente do Barcelona detona Messi por suposta exigência para despedida e dispara “Quem ele pensa que é?”

Joan Gaspart criticou a possibilidade de o argentino esperar a saída de Joan Laporta para receber uma homenagem oficial e afirmou que não participaria da cerimônia nessas condições
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Joan Gaspart, ex-presidente do Barcelona, criticou nesta semana a possibilidade de Lionel Messi condicionar sua despedida oficial do clube à saída de Joan Laporta da presidência e afirmou que não participaria de uma homenagem organizada nesses termos.

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Gaspart cobra clube acima de Messi

Em entrevista ao podcast Solo Para Culés, gravado em Barcelona, Gaspart afirmou que o Barcelona não pode se submeter a interesses individuais, mesmo quando se trata de um dos maiores ídolos da história do clube. Ao comentar a suposta exigência de Messi sobre a presença de Laporta, o ex-dirigente resumiu sua indignação com uma frase:

“Quem ele pensa que é?”.

Gaspart foi direto ao dizer que se recusaria a ir a um eventual evento de despedida caso o argentino aceitasse voltar ao Camp Nou apenas quando Laporta deixasse o cargo.

“Se Leo Messi vier se despedir e não vier porque Laporta é o presidente, mas aparecer no dia em que Laporta não estiver mais lá, eu não iria a essa homenagem”, declarou.

Para o ex-presidente, a despedida deveria simbolizar o vínculo entre Messi e a instituição, sem se transformar em disputa com a atual diretoria. Na avaliação dele, condicionar a presença ao comando do clube desvia o foco do que deveria ser um momento de união entre torcida, jogador e Barcelona.

‘Carinho histórico’, mas críticas firmes

Apesar do tom duro, Gaspart fez questão de lembrar a relação de longa data com o camisa 10 argentino. Ele citou que estava à frente do Barcelona quando Messi chegou às categorias de base, aos 13 anos.

“Digo isso pelo carinho histórico que tenho por um jogador que contratei quando ele tinha 13 anos e eu era presidente do Barça”, afirmou.

Gaspart presidiu o clube no início da trajetória de Messi em Barcelona, período em que o argentino começou a construir a carreira que o transformaria em referência máxima do time principal. Ao longo da passagem pelo clube, Messi conquistou 35 títulos, incluindo 4 Ligas dos Campeões e 10 Campeonatos Espanhóis.

Entenda o contexto

A discussão sobre a despedida de Messi volta a expor ruídos na relação entre o jogador e a atual gestão do Barcelona, liderada por Joan Laporta. O vínculo esportivo se encerrou em meio a dificuldades financeiras que impediram a renovação de contrato, após mais de duas décadas de história em conjunto.

Desde então, torcedores e dirigentes discutem como e quando o clube fará uma cerimônia oficial para celebrar o ídolo. A fala de Gaspart adiciona pressão pública ao debate interno: de um lado, a expectativa por um adeus à altura de um jogador que acumulou 35 troféus pelo Barça; de outro, a defesa de que a imagem do clube e de sua presidência não seja condicionada à vontade de um único personagem, por mais importante que ele seja.

As declarações do ex-presidente tendem a provocar reações tanto na direção atual quanto em setores da torcida. A cúpula comandada por Laporta terá de administrar o desgaste e tentar construir uma solução que permita uma despedida marcante, sem ampliar a divisão política em torno do nome de Messi.

 

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