O candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), participou de uma manifestação organizada por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) na noite de terça-feira (13), no Museu Nacional da República, em Brasília. O ato reuniu apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manifestantes contrários à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Durante a mobilização, Grass afirmou que a presença dos estudantes nas ruas representa uma defesa de direitos sociais, da educação pública e do Sistema Único de Saúde (SUS). O candidato também destacou a participação de famílias e de diferentes grupos da sociedade, argumentando que o movimento vai além das disputas eleitorais.
A manifestação ocorreu a menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Além do apoio a Lula, os participantes defenderam o fim da escala de trabalho 6×1, a soberania nacional e a manutenção de políticas públicas de educação e saúde.
Grass diz que manifestação vai além da campanha eleitoral
Em declaração durante o ato, Leandro Grass ressaltou a importância da participação política dos jovens e afirmou que as reivindicações apresentadas pelos manifestantes envolvem questões sociais que ultrapassam as candidaturas em disputa.
“[É] Muito bonito e importante a juventude ir para a rua. Tinha muitas famílias aqui também. Quando a juventude e os estudantes vão para a rua para defender o Brasil, isso tem que ser reconhecido e valorizado. Não é apenas sobre a campanha do presidente Lula e da minha campanha. É em defesa do Brasil, dos direitos, da educação pública, de qualidade, do SUS”.
O candidato ao Palácio do Buriti também afirmou que a mobilização demonstra o envolvimento de pessoas que, segundo sua avaliação, participam da campanha por identificação com determinadas propostas e valores.
Grass classificou o encontro como um momento importante da campanha eleitoral no Distrito Federal e disse acreditar que o movimento esteja ganhando força na capital e em outras regiões do país.
“Acho que é um dia histórico e para marcar essa campanha que está crescendo e que está tomando todo o país, está tomando o DF também. A nossa campanha, o que a gente faz, a forma como a gente faz política é muito verdadeira. Então, as pessoas não vão porque se beneficiam individualmente. Elas vão porque entendem que é importante para todos”.
Em outra declaração, Grass destacou que a participação dos manifestantes também estaria relacionada a sentimentos de identificação com causas sociais e políticas.
Estudantes da UnB organizaram ato contra Flávio Bolsonaro
A manifestação foi convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília e pela União Nacional dos Estudantes (UNE).
Com o lema “Bolsonaro nunca mais”, o ato reuniu estudantes, integrantes de movimentos sociais e apoiadores de Lula nas proximidades do Museu Nacional da República, na região central de Brasília.
Os manifestantes entoaram palavras de ordem favoráveis ao presidente e críticas ao candidato Flávio Bolsonaro. Também houve apresentações musicais e manifestações culturais durante a concentração.
Entre as principais reivindicações estavam a defesa da democracia, da soberania nacional, das universidades públicas e de políticas de proteção aos direitos sociais.
A mobilização também incluiu críticas à escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de expediente para um de descanso.
O fim dessa jornada está entre as propostas defendidas por setores da base de apoio de Lula e é tema de discussão no Congresso Nacional.
Deputados do PSol também participaram da manifestação
Além de Leandro Grass, o ato contou com a presença de parlamentares do PSol, entre eles Fábio Felix e Max Maciel.
Fábio Felix, deputado distrital eleito para a Câmara dos Deputados no próximo mandato, afirmou que a manifestação tinha como objetivo demonstrar oposição à candidatura de Flávio Bolsonaro e defender a continuidade do governo Lula.
“O Brasil não precisa andar pra trás, o Brasil não precisa do atraso de volta ao Palácio do Planalto”.
Já o deputado distrital Max Maciel avaliou que a participação popular demonstrava a capacidade de mobilização dos grupos de esquerda no Distrito Federal durante o segundo turno.
“Uma multidão na Esplanada dos Ministérios, esse é o nosso sentimento, provando que o Distrito Federal vai reagir no segundo turno”.
Maciel também mencionou manifestações e carreatas realizadas em Ceilândia e em outras regiões administrativas do Distrito Federal.
Segundo o parlamentar, novas atividades de mobilização deverão ocorrer tanto nas ruas quanto nas redes sociais até a votação.
Segurança foi reforçada durante o ato em Brasília
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) mobilizou equipes para acompanhar a manifestação e garantir a segurança dos participantes.
O encontro ocorreu em uma das principais áreas de concentração de manifestações políticas da capital federal, nas proximidades da Esplanada dos Ministérios.
A mobilização reuniu diferentes segmentos sociais, incluindo estudantes universitários, representantes de movimentos políticos e famílias.
Não foi divulgado um número oficial de participantes que permita dimensionar o público presente no ato.
Mobilização ocorre na reta final do segundo turno
O protesto integra uma série de manifestações políticas realizadas após o primeiro turno das eleições de 2026.
A disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro mobiliza apoiadores dos dois candidatos, que intensificaram agendas públicas, encontros políticos e ações nas redes sociais.
No Distrito Federal, Leandro Grass também busca ampliar sua presença entre eleitores e movimentos