A Gol Linhas Aéreas vai deixar de operar no Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, a partir de 31 de janeiro de 2027. A companhia incluiu a rota entre Campina Grande e Salvador, na Bahia, em uma lista de trechos que serão suspensos durante a revisão de sua malha aérea.
Atualmente, a ligação permite que passageiros saiam de Campina Grande com destino a Salvador, onde podem realizar conexões para outras cidades. Com o encerramento da rota, a oferta de voos diretos da Gol entre as duas cidades será interrompida.
A decisão faz parte de uma reestruturação que atinge pelo menos 19 rotas domésticas e internacionais da companhia. A Gol relaciona as mudanças ao aumento dos custos do combustível de aviação, que, segundo a empresa, dobrou e representa cerca de 40% de seus custos operacionais.
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Voo entre Campina Grande e Salvador será encerrado
A última operação prevista da rota Salvador–Campina Grande está marcada para 31 de janeiro de 2027. A partir de fevereiro, o trecho deixa de fazer parte da programação comercial da Gol.
A ligação é utilizada tanto por passageiros que têm Salvador como destino quanto por viajantes que aproveitam a capital baiana para fazer conexões com outras cidades.
Com a retirada do trecho, a companhia deixará novamente de operar no Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande. A suspensão faz parte de um pacote maior de ajustes na malha aérea.
Outras rotas também serão suspensas
A Gol anunciou cortes em diferentes mercados nacionais e internacionais. Entre os trechos domésticos estão Salvador–Petrolina, Salvador–Aracaju, Fortaleza–Foz do Iguaçu, Porto Velho–Cuiabá e Rio de Janeiro–Ilhéus.
Também estão previstas mudanças em ligações entre aeroportos de São Paulo, Brasília, Palmas e outras cidades brasileiras. No mercado internacional, a companhia reduzirá operações para destinos como Miami, Orlando, Montevidéu, Assunção e Punta Cana.
Combustível pesa na decisão da companhia
A Gol atribui a revisão da malha ao aumento dos custos do querosene de aviação. Segundo a empresa, o preço do combustível dobrou e atualmente representa aproximadamente 40% das despesas operacionais.
O cenário levou a companhia a reavaliar rotas e reduzir ou suspender operações consideradas menos adequadas às condições atuais de mercado.
A empresa afirma que o planejamento da malha aérea é um processo contínuo e que as decisões são tomadas de acordo com as necessidades gerais da operação, sem priorização ou distinção entre regiões.
Alta do petróleo também pressiona o setor
O aumento do combustível ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional e à elevação dos custos para as empresas aéreas.
O querosene de aviação é um dos principais componentes das despesas de uma companhia aérea. Quando o preço do combustível aumenta, as empresas precisam buscar formas de reduzir custos ou reorganizar sua capacidade.
Além da Gol, outras companhias aéreas também vêm adotando medidas para lidar com o cenário de custos elevados.
Passageiros terão alternativas de conexão
A Gol afirma que continuará oferecendo opções de deslocamento aos passageiros afetados pelas mudanças na malha.
Segundo a companhia, os clientes poderão contar com voos que façam conexões e com alternativas oferecidas por empresas parceiras. A Gol mantém mais de 60 acordos de codeshare e interline, que permitem ampliar as possibilidades de conexão entre diferentes companhias.
Para passageiros que já possuem bilhetes em voos afetados pelos cancelamentos, a empresa deverá apresentar alternativas de reacomodação ou outras soluções previstas pelas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Campina Grande perde novamente a operação da Gol
O encerramento da rota também representa uma mudança para o Aeroporto Presidente João Suassuna, que deixará de contar novamente com operações da Gol.
A ligação com Salvador tinha importância estratégica por permitir o acesso direto à capital baiana e, a partir dela, conexões para outros destinos.
A suspensão do voo reduz a oferta de opções para passageiros que utilizam o terminal de Campina Grande e poderá aumentar a necessidade de deslocamento por outras companhias, aeroportos ou rotas com conexão.
Último voo está previsto para 31 de janeiro
De acordo com os dados disponíveis no sistema de comercialização da companhia, o último voo da rota Salvador–Campina Grande está previsto para 31 de janeiro de 2027. A partir daí, o trecho deixa de ser oferecido pela Gol.
A empresa ainda poderá realizar ajustes na programação, já que o planejamento de malha aérea é dinâmico. Até o momento, porém, não há indicação de retomada da ligação.
O corte faz parte de uma reestruturação mais ampla da companhia, que inclui dezenas de alterações em voos domésticos e internacionais entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
Gol ainda não confirmou retomada
Não há, até o momento, previsão divulgada para que a Gol volte a operar entre Campina Grande e Salvador.
A companhia informou que continuará avaliando sua malha de acordo com as condições operacionais e econômicas. Enquanto isso, passageiros que dependem da ligação deverão buscar alternativas de viagem a partir do encerramento da operação.
A mudança representa mais uma alteração na oferta de voos do Aeroporto de Campina Grande e ocorre em um momento de forte pressão sobre os custos do setor aéreo.