Alexander Zverev perte para Fokina e fica fora da final do Masters 1000

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Alejandro Davidovich Fokina virou sobre Alexander Zverev por 5/7, 6/4 e 6/3 neste sábado, em Xangai, e garantiu a vaga na final do Masters 1000 chinês, coroando a melhor campanha da carreira em torneios deste nível e dando um salto importante na corrida pelos primeiros lugares do ranking.

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O que aconteceu na semifinal entre Fokina e Alexander Zverev?

Alejandro Davidovich Fokina venceu Alexander Zverev por 5/7, 6/4 e 6/3, em 2h02 de jogo, e se classificou para a final do Masters 1000 de Xangai. O espanhol de 27 anos reagiu após perder o primeiro set, aumentou a agressividade nas devoluções e passou a comandar os pontos a partir do fim da segunda parcial.

Depois de ceder o set inicial por 7/5, em duelo equilibrado, Fokina ajustou o saque, reduziu os erros não forçados e aproveitou a queda de aproveitamento do primeiro serviço de Zverev para devolver a parcial em 6/4. No terceiro set, manteve a pressão sobre o número 2 do mundo, conseguiu nova quebra e sustentou a vantagem até fechar em 6/3.

Foi apenas a segunda vitória de Fokina sobre Zverev em oito confrontos diretos, mas uma das mais emblemáticas de sua trajetória. Atual 26º do ranking, ele “celebra sua 14ª vitória contra top 10 na carreira” e a segunda contra um jogador da elite nesta campanha em Xangai.

Fokina mira 1º Masters e salto no ranking

O resultado leva o espanhol à sua oitava final de ATP e à primeira decisão de Masters 1000. Em 2026, ele já levantou dois troféus, em Chengdu e Mallorca, e agora tenta transformar a melhor semana da carreira em um título de peso no circuito.

Com a campanha em Xangai, Fokina sobe do 26º para o 15º lugar do ranking mundial e fica muito perto de igualar a melhor marca da carreira. Se ficar com o título, pode alcançar a 13ª posição, empatando em pontos com o norte-americano Taylor Fritz, o que o coloca definitivamente na briga pelo top 10 na próxima temporada.

Na final deste domingo, ele enfrenta o vencedor da outra semifinal, entre o compatriota Rafael Jódar, atual 13º do mundo, e o russo Daniil Medvedev, número 6 do ranking e campeão do torneio em 2019.

Zverev perde a vaga na final, mas segue perto do número 1

A eliminação em Xangai não muda o cenário de Alexander Zverev na disputa pela liderança do ranking mundial. Com Jannik Sinner fora do restante da temporada por lesão no joelho, o alemão “será o novo número 1 do mundo no fim da temporada” e já trabalha com a possibilidade de assumir a ponta em 2 de novembro.

Para isso, Zverev precisa chegar ao menos à semifinal do ATP 500 de Viena. A queda em Xangai, porém, interrompe uma sequência de bons resultados em quadras duras e pode afetar ritmo e confiança às vésperas da reta final do ano, obrigando ajustes no planejamento e na preparação para manter o corpo inteiro até a troca de liderança.

No curto prazo, a derrota também mexe com o circuito: a saída do principal cabeça de chave abre espaço para novos protagonistas no fim da temporada, aumenta a imprevisibilidade dos resultados e altera o desenho das disputas por posição dentro do top 20.

Entenda o contexto

A ascensão de Fokina, que aparece neste fim de semana como candidato real a encerrar o ano entre os 15 primeiros, pressiona diretamente nomes já consolidados no top 20 e agrada a organizadores e patrocinadores, que ganham um rosto novo entre os finalistas de grandes eventos.

Para o público, a presença de um jogador em ascensão em uma final de Masters 1000 adiciona tempero a um circuito que, ao mesmo tempo, vê Zverev caminhar para o posto de número 1, mesmo com uma eliminação dolorosa na China. A combinação de veteranos consolidados no topo e de novos candidatos a protagonismo tende a manter o calendário masculino aquecido até os últimos torneios do ano.

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