Na
eleições 2026, o eleitor brasileiro se aproxima das urnas
dividido . Não apenas nos números relativos e absolutos das estatísticas.
Sem pesquisar sobre a causa das coisas, os eleitores aderem, cada um a seu modo, àquele que, no senso comum, acreditam ser capaz de protegê-los dos perigos do futuro.
A repartição estatística das
intenções de voto indica a existência de grupos distintos, unidos, porém, por uma relação de subordinação: a busca por proteção não apenas contra os outros, mas, paradoxalmente, contra o próprio líder ao qual se sujeitam.
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Entre números e discursos, o que o eleitor realmente conhece?
Como as palavras têm sentido, e os
projetos, a retórica e os princípios de Lula e Flávio Bolsonaro são antípodas, verdade e mentira, certo e errado, confiável e duvidoso não estariam sendo devidamente escrutinados. Ou pior: os próprios conceitos sequer seriam reconhecidos ou conhecidos pelo eleitor.
A
diferença entre as estratégias políticas de Lula e Flávio Bolsonaro, já abordada pelo
NC News, evidencia a importância de examinar não apenas os discursos de campanha, mas também os princípios e os projetos que cada candidatura representa.
A deficiência do conhecimento e a responsabilidade política
Essa deficiência não seria circunstancial. Seria renovada e referendada, ano após ano, e não apenas a cada eleição, pela própria
representação política, no descaso com o conhecimento disponibilizado aos indivíduos reduzidos a números estatísticos.
Uma causa e outra consequência.
O futuro do Brasil exige uma revisão do passado
Para um
país que sobreviveu a diversos
golpes militares desde a Proclamação da República, seria um paradoxo incontornável mirar o futuro sem rever o passado.
Mas a divisão estatística das intenções de voto, em vez de aproximar-se da causa das coisas, distancia-se dela tanto empírica quanto racionalmente: um dos polos pretexta construir o futuro retornando justamente ao passado.
A causa das coisas.
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