Rebeca Andrade está de volta ao Campeonato Mundial de Ginástica Artística e será a principal esperança de medalhas do Brasil em Roterdã, na Holanda. A maior medalhista olímpica da história do país foi escalada para disputar o salto e a trave na fase classificatória feminina, marcada para esta segunda-feira (19). A seleção brasileira também contará com Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg na busca por vagas nas finais.
A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) confirmou neste domingo (18) a distribuição das atletas por aparelho. O Brasil entrará em ação às 14h35, no horário de Brasília, com objetivos que vão além das medalhas: o Mundial também oferece oportunidades de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, e para a competição mundial de 2027.
Rebeca chega à competição com seis medalhas olímpicas e nove conquistadas em Mundiais. Depois de um período afastada das grandes competições, a ginasta retorna com um programa mais seletivo, concentrado nos aparelhos em que sua equipe técnica considera haver melhores condições de desempenho.
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Rebeca Andrade disputará salto e trave no Mundial
A escolha dos aparelhos representa uma estratégia de preservação física e concentração de esforços. No salto, Rebeca reúne um histórico expressivo de conquistas e chega entre as principais candidatas ao pódio. Na trave, a disputa promete ser mais equilibrada, com adversárias capazes de alcançar notas elevadas.
Para disputar a final do salto, a brasileira precisará realizar duas apresentações na fase classificatória. Na trave, terá uma série para buscar uma das oito vagas disponíveis na decisão do aparelho.
Rebeca não disputará o solo nem as barras assimétricas neste Mundial. A decisão segue o planejamento adotado para seu retorno às competições e reduz a carga de apresentações durante o torneio.
Aos 27 anos, a atleta acumula conquistas históricas, incluindo os ouros olímpicos do salto em Tóquio e do solo em Paris. Seu desempenho transformou a ginástica artística em uma das modalidades de maior destaque do esporte brasileiro.
Por que Rebeca não competirá no individual geral?
O individual geral exige apresentações nos quatro aparelhos femininos: salto, barras assimétricas, trave e solo. Como Rebeca foi escalada somente para dois, ela não poderá disputar essa classificação individual no Mundial de Roterdã.
A decisão não impede sua participação na disputa por equipes. As notas obtidas por Rebeca no salto e na trave poderão contribuir para a pontuação coletiva do Brasil na fase classificatória e, caso a seleção avance, na final por equipes.

Veja a escalação completa do Brasil por aparelho
A comissão técnica distribuiu as apresentações entre cinco titulares. Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira estarão nos quatro aparelhos, enquanto Thais Fidelis e Sophia Weisberg completarão as séries necessárias para a disputa por equipes.
Salto
- Lorrane Oliveira
- Sophia Weisberg
- Flávia Saraiva
- Rebeca Andrade
Barras assimétricas
- Thais Fidelis
- Sophia Weisberg
- Lorrane Oliveira
- Flávia Saraiva
Trave
- Thais Fidelis
- Lorrane Oliveira
- Flávia Saraiva
- Rebeca Andrade
Solo
- Thais Fidelis
- Sophia Weisberg
- Lorrane Oliveira
- Flávia Saraiva
Gabriela Bouças integra a delegação como reserva. A composição foi definida considerando o desempenho das atletas durante a preparação e as necessidades da equipe em cada aparelho.
O treinador Francisco Porath, conhecido como Xico, explicou que a estratégia leva em conta a consistência das apresentações, a experiência e as condições físicas, técnicas e emocionais de cada ginasta. A prioridade é que todas possam competir com segurança e contribuir para a pontuação coletiva.
Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira também buscam finais
Além de Rebeca Andrade, o Brasil terá outras atletas com possibilidades de avançar às decisões individuais. Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira foram escaladas para os quatro aparelhos e, por isso, poderão disputar uma vaga na final do individual geral.
Flávia, medalhista olímpica por equipes em Paris 2024, também tem na trave uma de suas principais oportunidades de classificação individual. A ginasta é conhecida pela experiência em competições internacionais e pela qualidade técnica de suas séries.
Lorrane Oliveira chega ao Mundial com a responsabilidade de contribuir em todas as rotações. Sua regularidade será importante para a soma de pontos da seleção, especialmente em uma disputa na qual pequenas diferenças podem determinar a classificação para a final.
Thais Fidelis retorna a um Campeonato Mundial depois de sete anos. Sophia Weisberg, por sua vez, completa a formação titular e terá papel importante na composição das notas brasileiras.
Como funciona a classificação para as finais?
Na fase classificatória, as ginastas competem individualmente, mas suas notas também podem contribuir para o resultado das seleções. As oito melhores equipes avançam à final coletiva.
Nas disputas por aparelhos, as oito ginastas mais bem classificadas em cada especialidade conquistam vagas nas finais, respeitados os limites de representantes por país previstos no regulamento.
Já no individual geral, 24 atletas avançam à decisão, após a soma das notas obtidas nos quatro aparelhos. Por esse motivo, apenas brasileiras escaladas para todas as provas poderão concorrer a essa final.
O sistema de pontuação considera a dificuldade dos elementos apresentados e a qualidade da execução. Desequilíbrios, quedas e outras falhas podem resultar em descontos que influenciam diretamente a classificação.

Mundial também vale vagas para as Olimpíadas de 2028
O Campeonato Mundial de Roterdã é uma das primeiras etapas decisivas do caminho até os Jogos Olímpicos de Los Angeles. As três equipes medalhistas no torneio garantem classificação olímpica antecipada.
Para o Brasil, conquistar uma dessas vagas seria um resultado importante. Entretanto, o planejamento da comissão técnica também considera a necessidade de assegurar presença no Mundial de 2027, competição que distribuirá outras nove vagas olímpicas por equipes.
Assim, avançar à final coletiva em Roterdã pode representar um passo significativo para a continuidade do projeto brasileiro no próximo ciclo olímpico, mesmo que a seleção não alcance o pódio.
O país chega à competição depois de conquistar a medalha de bronze por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, resultado inédito para a ginástica artística feminina brasileira.
Quando o Brasil compete no Mundial de Ginástica?
A estreia da equipe feminina brasileira está marcada para esta segunda-feira (19), às 14h35, no horário de Brasília, na fase classificatória do Mundial.
Se conquistar as vagas necessárias, o Brasil poderá voltar ao tablado nas seguintes datas:
- 19 de outubro, segunda-feira: classificatória feminina, com estreia do Brasil às 14h35.
- 21 de outubro, quarta-feira: final feminina por equipes, às 14h30.
- 23 de outubro, sexta-feira: final feminina do individual geral, às 14h30.
- 24 de outubro, sábado: finais femininas do salto e das barras assimétricas, a partir das 9h.
- 25 de outubro, domingo: finais femininas da trave e do solo, a partir das 9h.
A participação brasileira nas finais dependerá dos resultados obtidos na classificatória. Os horários também podem sofrer ajustes conforme a programação oficial da organização.
Onde assistir ao Mundial de Ginástica Artística?
As finais do Campeonato Mundial de Ginástica Artística terão transmissão dos canais sportv. A competição também disponibiliza informações sobre a programação, resultados e notas por meio das plataformas oficiais de acompanhamento do evento.
O torneio acontece entre os dias 17 e 25 de outubro, no complexo Rotterdam Ahoy, na Holanda.
Brasil masculino fica fora das finais
Enquanto a seleção feminina se prepara para a estreia, a equipe masculina brasileira já encerrou sua participação nas classificatórias do Mundial sem conseguir vagas nas finais.
Um dos episódios que marcaram a participação masculina envolveu Arthur Nory. O ginasta sofreu um acidente durante uma apresentação na barra fixa, bateu o rosto no aparelho e precisou receber pontos na região da sobrancelha.
Segundo as informações divulgadas após a ocorrência, Nory passa bem. O incidente, no entanto, marcou uma participação difícil da equipe masculina, que não conseguiu avançar às decisões do torneio.

Rebeca Andrade tenta ampliar legado histórico
Com seis medalhas olímpicas, Rebeca Andrade ocupa uma posição histórica no esporte brasileiro. Suas conquistas incluem dois ouros, três pratas e um bronze, além de nove medalhas em Campeonatos Mundiais.
O retorno à competição internacional em Roterdã ocorre em um momento de planejamento cuidadoso da carreira. Depois de enfrentar lesões ao longo da trajetória e conquistar quatro medalhas nos Jogos de Paris, a ginasta passou por um período de recuperação e preparação para novos desafios.
No Mundial de 2026, a expectativa se concentra especialmente no salto, aparelho em que Rebeca já conquistou títulos importantes. A trave também oferece uma oportunidade de classificação, embora reúna concorrentes com séries de alta dificuldade.
Para a seleção brasileira, a presença da campeã olímpica representa mais do que a possibilidade de uma medalha individual. Suas notas podem ajudar a equipe a alcançar a final coletiva e fortalecer o caminho rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
A primeira resposta virá nesta segunda-feira (19), quando Rebeca e suas companheiras entrarão no tablado para definir quais oportunidades de medalha o Brasil terá na reta final do Mundial de Roterdã.