O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a instauração de um novo inquérito para investigar suspeitas de estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita atribuídas à médium Maira Alexandrina Leobino Freitas, conhecida como Maira Rocha. Em despacho expedido em 22 de agosto, o órgão estabeleceu prazo de dez dias para que a corporação informe as providências adotadas.
A médium é fundadora da Casa de Caridade Inácio Daniel, em Águas Claras. O novo pedido se soma a uma investigação conduzida pela 11ª Delegacia de Polícia, no Núcleo Bandeirante, que apura denúncias semelhantes. Maira também foi alvo de uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, que reuniu relatos de famílias que questionam a autenticidade de cartas psicografadas atribuídas a parentes mortos.
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Famílias questionam origem de informações nas cartas
Segundo relatos divulgados pela imprensa, familiares de pessoas falecidas encontraram nas cartas psicografadas informações que, segundo eles, já estavam disponíveis na internet. Os denunciantes questionam se dados publicados em redes sociais, reportagens e outros conteúdos digitais teriam sido utilizados para elaborar as mensagens atribuídas aos falecidos.
Entre os casos relatados estão mensagens com informações consideradas incorretas ou inconsistentes pelas famílias.
As suspeitas, porém, precisam ser apuradas pelas autoridades. Os relatos apresentados publicamente não equivalem, por si só, a uma comprovação de fraude ou de responsabilidade criminal da médium.
Médium fundou casa de caridade em 2026
Maira Rocha é advogada e servidora pública do Ministério da Saúde. No início de 2026, fundou a Casa de Caridade Inácio Daniel, que oferece atividades assistenciais e sessões espirituais. De acordo com informações divulgadas, a instituição atende cerca de 5 mil pessoas por mês.
O espaço também oferece cartas psicografadas, chamadas de cartas consoladoras. Famílias que procuraram a médium afirmam ter identificado informações públicas ou inconsistências nas mensagens recebidas.
Polícia já apura denúncias no DF
A 11ª Delegacia de Polícia, no Núcleo Bandeirante, conduz diligências relacionadas a denúncias semelhantes. Conforme as informações fornecidas sobre o caso, a investigação aguarda relatórios e requisições periciais.
Confira o pedido do MPDFT

O novo pedido do MPDFT busca que a PCDF instaure outro inquérito, com foco nas suspeitas de estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita. O prazo de dez dias estabelecido no despacho de 22 de agosto é para que a polícia informe as providências adotadas.
A apuração dos fatos e a eventual responsabilização dependem das investigações e das decisões das autoridades competentes.