Um homem foi preso em flagrante na sexta-feira (16), suspeito de importunação sexual contra uma menina de 10 anos em Oeiras do Pará, no arquipélago do Marajó. Segundo a Polícia Civil, o investigado teria feito gestos de conotação sexual em direção à criança e tentado invadir o quarto dela durante a madrugada.
A menina conseguiu impedir a entrada do suspeito ao fechar uma janela. O homem foi localizado posteriormente pelas equipes policiais, após denúncias de moradores de que ele estaria armado com uma faca, tentando entrar em residências e provocando medo na comunidade.
Durante o atendimento na delegacia, uma escuta especializada identificou relatos de episódios anteriores de assédio contra a vítima. A Polícia Civil solicitou à Justiça a internação provisória do investigado em uma unidade psiquiátrica adequada para tratamento e custódia.
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Suspeito tentou entrar no quarto da criança durante a madrugada
De acordo com a Polícia Civil do Pará, o homem teria dirigido gestos de conotação sexual à menina em diferentes ocasiões.
Em um dos episódios investigados, ele teria tentado acessar o quarto da vítima pela janela durante a madrugada.
A criança percebeu a movimentação e conseguiu fechar a passagem, impedindo a entrada do suspeito no imóvel.
As informações foram reunidas durante os procedimentos realizados na Delegacia de Polícia Civil de Oeiras do Pará.
A identidade da vítima não foi divulgada, em cumprimento às medidas de proteção previstas para crianças e adolescentes envolvidos em casos de violência sexual.
Denúncias de moradores levaram à prisão
A prisão ocorreu depois que a polícia recebeu denúncias sobre o comportamento do investigado na cidade.
Segundo os relatos encaminhados às autoridades, o homem estaria circulando armado com uma faca e tentando invadir casas, causando preocupação entre os moradores.
Equipes da Polícia Civil iniciaram buscas para localizar o suspeito, com apoio da Polícia Militar.
Ele foi encontrado dormindo em uma via pública e conduzido à delegacia para os procedimentos legais.
Durante a apuração, os policiais identificaram a denúncia envolvendo a criança de 10 anos.
O homem foi autuado em flagrante por importunação sexual e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Escuta especializada identificou relatos de assédio recorrente
Na delegacia, a menina recebeu atendimento por meio de escuta especializada na Sala Lilás, ambiente destinado ao acolhimento de pessoas em situação de violência.
O procedimento permitiu que os profissionais responsáveis reunissem informações sobre os episódios relatados, preservando a proteção da criança.
Segundo a Polícia Civil, foram identificados relatos de condutas de conotação sexual que teriam ocorrido mais de uma vez.
A escuta especializada é um instrumento previsto na legislação brasileira para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
O objetivo é evitar a exposição desnecessária da vítima e reduzir o risco de revitimização durante o acompanhamento do caso.
Polícia solicita internação provisória do investigado
Durante os procedimentos policiais, as autoridades identificaram informações sobre o histórico de saúde do suspeito.
Segundo a Polícia Civil, ele apresenta um quadro de transtornos mentais e possui registros de internações psiquiátricas anteriores.
A corporação também informou que o homem teria interrompido o acompanhamento médico e que há relatos de uso de múltiplas drogas.
Essas informações fazem parte do contexto apresentado pelas autoridades e não estabelecem, por si só, uma relação de causa e efeito com as condutas investigadas.
A Polícia Civil solicitou formalmente à Justiça a internação provisória do suspeito e sua transferência para uma unidade hospitalar psiquiátrica com estrutura adequada para tratamento e custódia.
Até a última atualização divulgada, não havia confirmação de que a Justiça tivesse autorizado a transferência.
O homem permanece preso e à disposição do Poder Judiciário.
Suspeito também responde a processo por roubo
A Polícia Civil informou que o investigado responde a outro processo criminal relacionado ao crime de roubo.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, esse procedimento envolve avaliação de sua condição de saúde mental.
A existência de outro processo não representa condenação definitiva nem permite antecipar conclusões sobre a responsabilidade criminal do suspeito na ocorrência envolvendo a criança.
A investigação atual deverá esclarecer as circunstâncias dos episódios relatados e reunir os elementos necessários para a continuidade do procedimento judicial.
O que acontece agora?
O suspeito permanece sob custódia enquanto a Justiça analisa as medidas solicitadas pela Polícia Civil.
Entre os pedidos está a transferência para uma unidade psiquiátrica apropriada, considerando as informações de saúde apresentadas pelas autoridades.
O caso segue sob responsabilidade dos órgãos competentes, que deverão avaliar os elementos reunidos e definir os próximos encaminhamentos.
Até o momento, não foi divulgada decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade criminal do investigado.