Lula chama Flávio Bolsonaro de “miliciano” e diz ter ficado incomodado com debate na Band

Presidente criticou o adversário em vídeo publicado nesta segunda-feira (19), acusou o senador de mentir durante o confronto e questionou seu preparo para governar o país.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que se sentiu incomodado ao participar do debate presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band na noite de domingo (18). Em vídeo publicado nas redes sociais, o petista chamou o adversário de “miliciano”, classificou sua postura como desqualificada e o acusou de mentir durante o confronto. A manifestação ocorreu menos de 24 horas depois do primeiro encontro direto entre os candidatos no segundo turno das eleições de 2026. O debate foi marcado por acusações envolvendo corrupção, segurança pública e familiares dos presidenciáveis, além de provocações pessoais e interrupções. Ao comentar a experiência, Lula comparou o confronto com Flávio a reuniões e negociações que manteve com líderes internacionais ao longo de sua trajetória política. O presidente afirmou que já debateu com autoridades de diferentes países, mas demonstrou insatisfação com o comportamento do senador durante a transmissão.
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Lula diz que ficou incomodado com debate contra Flávio Bolsonaro

Na gravação, o presidente citou nomes como Donald Trump, George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama, Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para destacar sua experiência em conversas com chefes de Estado.
“Confesso a vocês que me senti muito incomodado de participar de um debate com um miliciano. Uma pessoa desqualificada, que não é possível tirar dele uma única meia verdade.”
Lula também acusou o adversário de ter sido orientado a apresentar informações falsas durante o programa.
“Foi preparado para mentir, para desrespeitar a sabedoria do povo brasileiro.”
As declarações representam a avaliação e as acusações feitas por Lula sobre o adversário. A utilização do termo “miliciano” não comprova, por si só, qualquer vínculo de Flávio Bolsonaro com organizações criminosas.

Presidente questiona experiência do adversário

Além de criticar a postura do senador, Lula questionou sua experiência com a realidade dos trabalhadores brasileiros. O presidente mencionou situações cotidianas, como o transporte público e o trabalho em fábricas, para argumentar que o adversário não conheceria suficientemente as dificuldades enfrentadas pela população. O petista também afirmou que seus governos precisaram recuperar políticas públicas e reorganizar áreas da administração federal. Ao comentar o início do mandato atual, em 2023, citou dificuldades orçamentárias relacionadas a programas como Farmácia Popular e alimentação escolar. Durante a manifestação, Lula apresentou indicadores econômicos como argumentos em defesa de sua gestão, incluindo inflação e massa salarial. As afirmações fazem parte do discurso político do presidente e não foram acompanhadas, no vídeo, de uma comparação detalhada dos indicadores.

Troca de acusações começou durante o debate da Band

O episódio teve origem no debate realizado no domingo (18), em São Paulo. Durante um dos momentos de confronto direto, Flávio Bolsonaro convidou Lula a se aproximar dele no palco. O presidente recusou o convite e afirmou que queria manter distância do adversário, utilizando a palavra “miliciano” para se referir à família Bolsonaro. Flávio reagiu com uma provocação sobre a possibilidade de ter sua carteira roubada caso permanecesse próximo ao petista. O senador recebeu direito de resposta após a acusação feita por Lula. A troca de declarações foi um dos momentos de maior tensão do programa. Ao longo do debate, os candidatos também discutiram propostas para segurança pública, economia e políticas sociais, mas parte das perguntas acabou sendo desviada para ataques pessoais.

Debate também teve divergências sobre segurança pública

A segurança pública foi o primeiro tema abordado no encontro. Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado e voltou a propor a classificação de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Lula, por sua vez, defendeu uma atuação coordenada entre União, estados e municípios, além da proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública após mudanças na estrutura de cooperação entre os órgãos responsáveis pelo setor. Os candidatos também trocaram acusações relacionadas a investigações e pessoas próximas a seus grupos políticos. As alegações feitas durante o programa não representam, isoladamente, comprovação das irregularidades mencionadas.

Segundo turno será realizado em 25 de outubro

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial no próximo domingo, 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Os dois candidatos chegaram à etapa final após Flávio obter 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, enquanto Lula recebeu 45,16%. Na última semana de campanha, os presidenciáveis devem intensificar entrevistas, agendas públicas e mobilizações para apresentar propostas e buscar o apoio dos eleitores.
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