Direita já elegeu 13 governadores e pode chegar a 18 após o 2º turno

Compilação de pesquisas estaduais mostra diferenças numéricas entre candidatos em disputas ainda abertas; projeção depende dos resultados das urnas em 25 de outubro.
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A direita elegeu 13 governadores no primeiro turno das eleições de 2026 e poderá ampliar sua presença nos governos estaduais após a votação de domingo (25), segundo um levantamento que reúne pesquisas eleitorais realizadas entre 6 e 17 de outubro. A projeção apresentada na análise é de até 18 das 27 unidades da Federação sob administrações classificadas nesse campo político.

A compilação aponta candidatos identificados com a direita numericamente à frente em quatro disputas: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins. No Amazonas, o levantamento registra vantagem numérica de Omar Aziz (PSD), classificado na análise como integrante do campo da esquerda. No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) aparecem em empate técnico.

Os dados representam estimativas de intenção de voto, não resultados eleitorais. Além disso, a classificação ideológica dos candidatos depende dos critérios adotados pelo levantamento, especialmente no caso de partidos e lideranças que mantêm alianças com diferentes grupos políticos. A projeção de 18 governos também exige atenção porque o Rio de Janeiro, que terá segundo turno, não foi incluído entre as seis disputas examinadas na compilação.

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O que mostram as pesquisas para governador no segundo turno?

O levantamento reúne pesquisas de intenção de voto realizadas entre 6 e 17 de outubro e apresenta os resultados em votos válidos, excluindo respostas de votos brancos, nulos e eleitores indecisos.

Na compilação, os candidatos associados à direita aparecem numericamente à frente em quatro unidades da Federação: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins.

No Amazonas, Omar Aziz (PSD) aparece à frente de Maria do Carmo (PL). A classificação de Aziz como representante da esquerda deve ser entendida como um critério do levantamento, e não como uma definição consensual sobre sua posição ideológica.

No Rio Grande do Norte, os resultados indicam uma disputa estatisticamente equilibrada entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula.

As pesquisas foram realizadas por diferentes institutos e possuem margens de erro, tamanhos de amostra e metodologias próprias. Por isso, os resultados não devem ser tratados como uma medição única do cenário eleitoral.

Direita pode chegar a 18 governadores?

Segundo a classificação adotada na análise, 13 candidatos associados à direita foram eleitos governadores no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

A hipótese de alcançar 18 governos depende de vitórias adicionais nas disputas que ainda serão decididas.

O cálculo considera a possibilidade de eleição dos candidatos classificados como de direita em Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins, além de Allyson Bezerra no Rio Grande do Norte.

Se essas cinco vitórias ocorrerem, o grupo passaria de 13 para 18 administrações estaduais, conforme a metodologia do levantamento.

Entretanto, essa conta não deve ser interpretada como previsão eleitoral. Também é necessário considerar o Rio de Janeiro, que terá segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), para estabelecer a composição completa dos 27 governos estaduais.

A distribuição definitiva dependerá dos resultados oficiais e da classificação política adotada para cada governador eleito.

Quais estados apresentam diferenças numéricas nas pesquisas?

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) disputa a reeleição contra Leandro Grass (PT). Uma pesquisa Igape/Record divulgada em 15 de outubro registrou 61% dos votos válidos para Celina e 39% para Grass.

O levantamento ouviu 1.200 eleitores entre 12 e 14 de outubro e apresentou margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

No Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) e Professora Dorinha (União Brasil) disputam o governo estadual. A classificação ideológica dessa eleição exige cuidado, já que ambos pertencem a partidos que participam de alianças políticas variadas.

No Acre, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) chegaram ao segundo turno após a votação de 4 de outubro.

No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) enfrenta Ricardo Ferraço (MDB).

As diferenças numéricas apontadas pela compilação devem ser analisadas em conjunto com as margens de erro de cada pesquisa. Sem esse procedimento, não é possível determinar se a distância observada entre dois candidatos é estatisticamente significativa.

Amazonas apresenta configuração política diferente

No Amazonas, a disputa pelo governo estadual ocorre entre Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL).

O levantamento analisado coloca Omar Aziz numericamente à frente da adversária.

A classificação dessa disputa como um confronto entre esquerda e direita, entretanto, depende da definição política utilizada pelos responsáveis pela análise.

O PSD reúne lideranças com diferentes posicionamentos políticos no país. Assim, a filiação partidária, isoladamente, não permite estabelecer uma classificação ideológica uniforme de todos os seus integrantes.

Para compreender as diferenças entre os candidatos, é necessário considerar suas alianças, propostas e posicionamentos públicos.

Rio Grande do Norte registra empate técnico

No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) disputam o segundo turno após uma votação próxima na primeira etapa da eleição.

Na compilação apresentada, Allyson registra percentuais entre 51,7% e 53,7% dos votos válidos, enquanto Cadu aparece entre 46,3% e 48,3%.

Esses intervalos correspondem a resultados de levantamentos diferentes e não devem ser interpretados como uma margem de erro única.

Considerando as margens informadas pelas pesquisas, a disputa é descrita como empate técnico.

Allyson é ex-prefeito de Mossoró, enquanto Cadu, nome político de Carlos Eduardo Xavier, foi secretário estadual da Fazenda e tem apoio da governadora Fátima Bezerra (PT).

O resultado será definido pela votação de domingo, independentemente das diferenças registradas nas sondagens.

Rio de Janeiro também terá segundo turno

Além das seis disputas analisadas na compilação, o Rio de Janeiro terá uma segunda votação para governador.

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) chegaram ao segundo turno após receberem, respectivamente, 49,27% e 42,76% dos votos válidos na primeira etapa, conforme os resultados publicados pelo NC News.

A inclusão do estado é necessária para qualquer análise nacional sobre a distribuição dos governos estaduais após a eleição.

Como a projeção de 18 administrações não detalha o tratamento dado ao Rio de Janeiro, o número deve ser apresentado com essa ressalva metodológica.

Qual será o impacto da composição dos governos estaduais?

A distribuição política dos governos estaduais influencia a relação entre os estados e a administração federal, independentemente de quem vencer a eleição presidencial.

Governadores participam da execução de políticas públicas e da articulação de projetos nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Também mantêm relações institucionais com ministérios, parlamentares e autoridades federais para discutir investimentos e programas que dependem de cooperação entre diferentes níveis de governo.

No entanto, pertencer a um partido ou campo político não determina automaticamente como um governador atuará em todas as negociações com a Presidência.

As alianças podem variar conforme o tema, os interesses estaduais e a composição das bancadas no Congresso Nacional.

Quando será o segundo turno para governador?

O segundo turno das eleições de 2026 será realizado no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

Além da disputa presidencial, eleitores de sete unidades da Federação voltarão às urnas para escolher seus governadores: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Os governadores eleitos tomarão posse em janeiro de 2027, para mandatos de quatro anos.

As informações oficiais sobre candidaturas, resultados e pesquisas registradas podem ser consultadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A composição definitiva do mapa político estadual será conhecida após a totalização dos votos.

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