VÍDEO: Mulher é presa no RJ sob suspeita de matar, decapitar e esquartejar o marido
Segundo a Polícia Civil, Esther Pestana Cabral confessou o crime após investigadores encontrarem uma nota fiscal de luvas; partes do corpo da vítima foram localizadas em uma residência e dentro de um carro em Nova Iguaçu.
Uma mulher identificada como Esther Pestana Cabral foi presa na noite de terça-feira (20), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após confessar à Polícia Civil ter matado o companheiro, Edmilson Batista Vila Verde. Segundo os investigadores, ela teria envenenado a vítima e, posteriormente, decapitado e esquartejado o corpo. O homicídio ocorreu na sexta-feira (16), no bairro de Austin.
O crime começou a ser investigado depois que o filho da mulher encontrou parte do corpo de Edmilson dentro da residência da família e acionou a Polícia Militar. Os agentes foram ao endereço e, após confirmarem a ocorrência, solicitaram o apoio da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Durante as diligências, os policiais localizaram uma nota fiscal referente à compra de luvas que teriam sido utilizadas no crime. O documento levou os investigadores até uma farmácia, onde identificaram Esther como responsável pela compra. Segundo a Polícia Civil, ela inicialmente negou o envolvimento, mas confessou o homicídio após ser confrontada com os elementos reunidos pela investigação.
Filho encontrou parte do corpo e acionou a polícia
O caso foi descoberto após o filho de Esther encontrar parte do cadáver de Edmilson na residência localizada em Austin, bairro de Nova Iguaçu.
Ao perceber a situação, ele acionou a Polícia Militar. Os agentes foram ao local, confirmaram a ocorrência e comunicaram o caso à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
Na residência, os investigadores encontraram o tronco da vítima. A partir dessa descoberta, equipes da Polícia Civil iniciaram buscas para localizar as demais partes do corpo e esclarecer as circunstâncias da morte.
Durante o trabalho, os policiais encontraram a cabeça e os membros de Edmilson dentro do carro da própria vítima, estacionado em uma rua a aproximadamente 500 metros da residência.
Os investigadores passaram então a reunir informações sobre a movimentação das pessoas ligadas ao imóvel e os objetos que poderiam ter sido utilizados no crime.
Nota fiscal de luvas ajudou a polícia a identificar a suspeita
Um dos principais elementos encontrados durante a investigação foi uma nota fiscal localizada na casa da vítima.
Segundo a Polícia Civil, o documento correspondia à compra de luvas que teriam sido utilizadas durante a decapitação e o esquartejamento do corpo.
A partir das informações registradas na nota fiscal, os agentes conseguiram identificar a farmácia onde a compra havia sido realizada.
Uma equipe foi até o estabelecimento para verificar quem havia adquirido o produto. As diligências apontaram Esther Pestana Cabral como responsável pela compra.
Enquanto os policiais apuravam a origem das luvas, outra equipe localizava as demais partes do corpo de Edmilson no veículo estacionado nas proximidades da residência.
As informações obtidas nas duas frentes de investigação contribuíram para que os agentes concentrassem as apurações na companheira da vítima.
Mulher confessou o crime após ser confrontada com provas
Esther foi conduzida à delegacia juntamente com outras testemunhas para prestar esclarecimentos sobre o homicídio.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher apresentou inicialmente uma versão dos acontecimentos que não correspondia aos elementos encontrados pelos investigadores.
Durante o depoimento, os policiais confrontaram a suspeita com as informações obtidas nas diligências, incluindo a nota fiscal e os dados levantados na farmácia.
Segundo a corporação, Esther acabou confessando ter envenenado o companheiro e, posteriormente, decapitado e esquartejado o corpo.
A Polícia Civil informou que o homicídio ocorreu em 16 de outubro, quatro dias antes da prisão da investigada.
Até a divulgação das informações iniciais, a motivação do crime ainda não havia sido esclarecida.
Também não foram divulgados detalhes sobre a substância que teria sido utilizada no envenenamento.
Após a confissão, Esther Pestana Cabral foi autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver.
Suspeita foi presa por ocultação de cadáver
Após a confissão, Esther Pestana Cabral foi autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver.
A autoridade policial também solicitou à Justiça a decretação da prisão temporária da investigada pelo crime de homicídio qualificado.
A medida foi solicitada porque a investigação aponta que a morte ocorreu na sexta-feira (16), enquanto a prisão foi realizada somente na terça-feira (20).
Até a publicação das primeiras reportagens, não havia confirmação de decisão judicial sobre o pedido de prisão temporária.
A Polícia Civil continua responsável pela apuração das circunstâncias do homicídio, incluindo a motivação e a análise dos elementos reunidos durante as diligências.
A defesa da investigada não havia sido localizada pelas reportagens consultadas até a divulgação das informações iniciais.
Investigação busca esclarecer motivação do homicídio
Apesar da confissão relatada pela Polícia Civil, ainda existem pontos que precisam ser esclarecidos pelos investigadores.
Entre eles estão as circunstâncias do envenenamento, a motivação do crime e os acontecimentos registrados entre a morte de Edmilson e a descoberta do corpo.
O trabalho da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense também deverá reunir os resultados dos exames periciais e demais elementos que possam contribuir para a conclusão do inquérito.
O caso segue sob investigação, e a responsabilização criminal dependerá das provas produzidas e das decisões da Justiça.