Um dos cemitérios mais conhecidos de Belo Horizonte também é destino de um passeio turístico pouco convencional. No dia 29 de novembro, um domingo, o Cemitério do Bonfim, na região Noroeste da capital, receberá uma visita guiada gratuita, que permitirá aos participantes conhecer obras de arte, túmulos históricos e curiosidades preservadas no local há mais de um século.
O passeio começa às 9h e terá aproximadamente duas horas de duração. A atividade faz parte de um projeto desenvolvido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), em parceria com a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), que transforma a necrópole mais antiga da cidade em um espaço de visitação cultural.
A próxima edição terá como tema “Arte e artistas no espaço cemiterial”. As inscrições serão abertas em 19 de novembro, dez dias antes do passeio, pelo Portal de Serviços da PBH. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.
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O que os visitantes vão encontrar dentro do cemitério?
Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897, antes mesmo da fundação oficial de Belo Horizonte, o Cemitério do Bonfim guarda parte da história da construção da capital mineira.
Entre os túmulos e mausoléus, os visitantes encontram esculturas, monumentos e elementos arquitetônicos que ajudam a contar como diferentes gerações lidavam com a morte, a religião e a memória de seus familiares.
Muitas das obras foram produzidas por escultores italianos que vieram ao Brasil no final do século XIX. O acervo reúne influências da Belle Époque, do Art Déco e do modernismo brasileiro.
Durante as visitas, os participantes também conhecem histórias e lendas relacionadas ao cemitério, considerado por pesquisadores um museu a céu aberto.
Cemitério guarda túmulos de personalidades históricas de Minas
O Bonfim também chama a atenção pelas personalidades que fizeram parte da história de Belo Horizonte e de Minas Gerais. Entre os nomes ligados ao cemitério estão o ex-governador Olegário Maciel, o político Raul Soares, Júlia Kubitschek, mãe do ex-presidente Juscelino Kubitschek, e o escritor e jornalista Roberto Drummond.
Outro ponto conhecido é o antigo túmulo do Padre Eustáquio, que se tornou um lugar de devoção popular. O religioso foi sepultado no Bonfim em 1943, mas seus restos mortais foram transferidos em 1949 para a igreja que hoje integra o Santuário da Saúde e da Paz, no bairro Padre Eustáquio. Mesmo após a transferência, o túmulo original continuou recebendo visitas de fiéis.
Passeios acontecem uma vez por mês
Criado em 2012, o projeto de visitas guiadas ao Cemitério do Bonfim é realizado pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) em parceria com a Uemg.
Os roteiros são conduzidos pela historiadora e professora Marcelina Almeida, que pesquisa a história dos cemitérios e seus significados culturais.
A cada edição, um tema diferente orienta o percurso. Ao longo de 2026, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer histórias relacionadas a escritores, mulheres, imigrantes, profissionais da saúde, esportistas, manifestações religiosas e personalidades políticas.
A visita de novembro será a última prevista no calendário de 2026 e terá como foco a produção artística presente nos jazigos e monumentos funerários.
Como se inscrever no passeio gratuito?
Para participar, é necessário fazer a inscrição antecipada pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo a PBH, o acesso às inscrições é disponibilizado dez dias antes de cada visita.
O passeio é aberto a todas as idades, mas crianças e adolescentes devem estar acompanhados por um responsável.
Como a atividade envolve caminhada ao ar livre, a Prefeitura recomenda o uso de roupas leves, sapatos confortáveis, protetor solar e boné ou chapéu. Os visitantes também devem levar uma garrafa de água e chegar ao local com aproximadamente dez minutos de antecedência.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 98684-2555 ou pelo e-mail agendaparques@pbh.gov.br.