O irmão de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, encontrada morta em Jaboticatubas, na Grande BH, revelou nesta quinta-feira (22) que familiares tinham conhecimento de testes de gravidez feitos pela jovem antes do desaparecimento. Maxwell Sérgio Marques Mota, de 29 anos, também relatou episódios de agressão e ameaças atribuídos ao ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, preso suspeito de participação no crime.
Em entrevista ao Estado de Minas, Maxwell explicou que a informação sobre uma possível gestação chegou à família por meio da irmã mais nova de Beatriz. A mãe e outra irmã também desconfiavam que ela estivesse grávida, mas os parentes aguardam os exames do Instituto Médico-Legal (IML) para confirmar a informação. Até o momento, não há confirmação pericial da gravidez nem da possível paternidade.
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Irmão diz que Beatriz Vitória tinha medo do ex-namorado
Segundo Maxwell, o comportamento de Samuel após o fim do relacionamento passou a preocupar pessoas próximas à jovem. O irmão afirmou que amigos relataram o medo de Beatriz e uma suposta agressão dentro da residência dela.
Maxwell também contou que soube de uma possível ameaça relacionada à gravidez. A informação, segundo ele, teria sido transmitida pela própria Beatriz a uma das irmãs, mas a família ainda não possui elementos para confirmar o episódio.
Os relatos sobre agressões e ameaças integram as informações que poderão auxiliar a Polícia Civil a esclarecer o histórico do relacionamento e as circunstâncias da morte. As declarações da família não substituem a apuração policial.
Suspeitos teriam confrontado familiares durante as buscas
Outra informação revelada por Maxwell diz respeito ao comportamento de Samuel e da atual companheira dele, Carla Luiza da Silva, de 23 anos, durante o período em que Beatriz estava desaparecida.
Conforme o irmão, os dois chegaram a ir até a residência da família para contestar as suspeitas levantadas contra eles. Na ocasião, teriam afirmado que não possuíam envolvimento no desaparecimento e que tinham álibis.
O relato se refere ao período anterior à localização do corpo, ocorrida na quarta-feira (21), em uma área de mata de Jaboticatubas. Samuel e Carla foram presos em flagrante, suspeitos de envolvimento na morte e na ocultação do cadáver.
Exames devem esclarecer possível gravidez
A confirmação da gravidez é uma das questões pendentes na investigação. Os exames realizados pelo IML poderão ajudar a esclarecer se Beatriz estava grávida quando morreu.
A jovem estava desaparecida desde 9 de outubro, quando saiu de um bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas, e não voltou. O corpo foi encontrado 12 dias depois, enterrado em uma cova rasa.
A Polícia Civil investiga a dinâmica do crime, a participação dos suspeitos e a possível motivação. A família cobra a responsabilização dos envolvidos e aguarda os resultados periciais.