O velório de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, será realizado na tarde desta sexta-feira (23), no Cemitério Municipal de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A cerimônia de despedida foi limitada a 30 minutos, entre 16h30 e 17h, por causa do estado em que o corpo foi encontrado, segundo a família.
De acordo com o irmão da vítima, Maxwell Mota, não foi possível realizar a tanatopraxia, procedimento usado para higienização, conservação temporária e preparação estética do corpo para o velório. Ainda conforme a família, o corpo estava em estado avançado de decomposição e teria sofrido ação de soda cáustica, o que inviabilizou o procedimento.
O corpo de Beatriz foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na quinta-feira (22). A despedida e o enterro serão realizados em Jaboticatubas, cidade onde a jovem morava. Até a última atualização, a família havia confirmado os detalhes do velório, enquanto a organização do sepultamento seguia vinculada à curta janela da cerimônia.
Por que o velório será tão curto
A limitação no tempo da despedida ocorre, segundo os familiares, pelas condições do corpo. Sem a possibilidade de tanatopraxia, a cerimônia precisou ser reduzida para evitar maior sofrimento aos parentes e amigos durante o adeus.
O caso causou forte comoção em Jaboticatubas e em cidades da Grande BH. A expectativa é de que familiares e pessoas próximas acompanhem a despedida da jovem no cemitério municipal nesta sexta.
O que se sabe sobre o caso
Beatriz Vitória estava desaparecida desde o dia 9 de outubro. O corpo dela foi encontrado na quarta-feira (21), em uma área de vegetação em Jaboticatubas, enterrado em uma cova.
A Polícia Civil trata o caso como feminicídio. O ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual companheira dele, Carla Luiza da Silva, de 23, são investigados no caso e tiveram a prisão preventiva decretada.
A causa da morte ainda depende de laudos periciais. A investigação também apura a dinâmica do crime e a participação de cada suspeito.
Prisões seguem mantidas
Os dois investigados passaram por audiência de custódia e seguem presos preventivamente. As defesas contestam as acusações. O caso continua sob investigação da Polícia Civil.