Celina reforça número 11 e alianças; Grass aposta nas ruas no 2º turno

Governadora busca consolidar a votação do primeiro turno e conquistar indecisos. Petista tenta ampliar apoios, mobilizar eleitores e reduzir a distância nas urnas.
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Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) chegam à reta final do segundo turno no Distrito Federal com estratégias distintas. A governadora tenta consolidar a votação do primeiro turno, reforçar o número de urna e ampliar sua base de apoio. Já o petista aposta na mobilização nas ruas e no diálogo com eleitores que escolheram outros candidatos ou não compareceram à votação.

No primeiro turno, Celina recebeu 825.530 votos, equivalentes a 49,93% dos votos válidos. Grass somou 569.930 votos, ou 34,47%. A disputa será decidida neste domingo (25).

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Celina reforça número de urna e busca consolidar apoios

A campanha de Celina concentrou parte dos esforços em fixar o número 11 entre os eleitores. A candidata ficou a 1.089 votos de alcançar a maioria necessária para vencer no primeiro turno — ou a 168 votos, segundo o cálculo que desconsiderava candidaturas sub judice.

Durante a campanha, Celina afirmou que parte do eleitorado teria se confundido ao votar para governador. Mais de 26 mil eleitores digitaram o número 22, do PL, embora não houvesse candidato ao governo do DF com essa numeração. Os dados eleitorais, porém, não permitem identificar em quem essas pessoas pretendiam votar.

Além de reforçar o número de urna, Celina manteve a aliança partidária formada no primeiro turno e recebeu novos apoios, entre eles os do ex-candidato Kiko Caputo (Novo) e da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSD).

A agenda incluiu caminhadas, reuniões comunitárias e encontros com moradores, lideranças e apoiadores. Segundo a campanha, a estratégia também buscou detalhar propostas para saúde, educação e transporte e conversar com eleitores ainda indecisos.

“A prioridade é manter essa presença, esclarecer dúvidas e conquistar a confiança de quem ainda está decidindo o voto. Não existe eleição ganha”, afirmou um assessor da campanha.

Grass aposta em mobilização e ampliação da frente política

Com 34,47% dos votos válidos no primeiro turno, Leandro Grass buscou ampliar a base de apoio e atrair eleitores que votaram em outros candidatos. A campanha também investiu em atos públicos, panfletagens, passeatas e encontros com moradores.

O petista recebeu o apoio de Ricardo Cappelli e do PSB, além de contar com a mobilização de parlamentares distritais de esquerda. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou de uma caminhada de campanha em Ceilândia.

A estratégia incluiu críticas à gestão de Celina e a tentativa de destacar diferenças entre os projetos das duas candidaturas. O ex-governador José Roberto Arruda, que se tornou inelegível, também fez críticas ao governo da adversária. Embora essas manifestações tenham sido interpretadas como favoráveis à campanha petista, não houve declaração formal de apoio mencionada no material.

Entrevistas substituíram debate na reta final

Os candidatos também apresentaram propostas em entrevistas. Celina participou de uma sabatina no DF2 na quinta-feira (15), enquanto Grass foi entrevistado na sexta-feira (16), em transmissões da TV Globo.

Um debate entre os dois, previsto para quinta-feira (22), não ocorreu porque Celina optou por não comparecer. Conforme as regras previstas para a transmissão, a emissora realizou uma entrevista de 20 minutos com Grass.

As campanhas encerraram a disputa com agendas voltadas à consolidação de apoios e à busca por votos antes da votação deste domingo (25).

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